quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Em breve poderemos realizar o tratamento mais indicado e da melhor forma para os animais

Projeto limita uso de medicamentos antimicrobianos em animais

A Câmara examina o Projeto de Lei 1847/11, do deputado Jairo Ataíde (DEM-MG), que trata da classificação dos medicamentos antimicrobianos, segundo a sua importância para a saúde humana e animal.

A preocupação do deputado é com o fato de muitos micro-organismos patogênicos, ou seja, causadores de doenças, criarem resistência a esses medicamentos, reduzindo ou anulando a eficácia do tratamento.

Esta, segundo ele, constitui uma preocupação permanente entre as autoridades responsáveis pela saúde pública e sanidade animal em todo o mundo.

O texto do projeto considera antimicrobianos os medicamentos utilizados na profilaxia ou no tratamento de doenças infecciosas, observando-se subsidiariamente a nomenclatura e a classificação adotadas pelos organismos nacionais e internacionais de referência para o tema.

O projeto distribui estes remédios em graus de importância para a saúde humana e animal e proíbe a utilização de alguns deles em determinadas situações justamente para evitar que eles os micro-organismos criem resistência aos medicamentos.

Limites

Pela proposta, os órgãos do Poder Público Federal responsáveis pelas áreas de saúde e agropecuária classificarão os medicamentos antimicrobianos nas seguintes categorias: “criticamente importantes”, “altamente importantes” e “importantes” para a saúde humana e animal, observados os critérios e parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

O projeto proíbe o uso como aditivo zootécnico melhorador de desempenho de medicamento antimicrobiano considerado “criticamente importante” ou “altamente importante” para a saúde humana.

Permite, no entanto, o uso desses medicamentos em animais, em caráter excepcional, mediante autorização do Ministério da Agricultura ou em conjunto entre o órgão e o Ministérios da Saúde, quando se tratar de medicamento “criticamente importante” para a saúde humana.

Disseminação de bactérias

O autor acredita que estas medidas de redução do emprego irresponsável de medicamentos na criação de animais favorecerá a emergência e a disseminação de bactérias resistentes, causadoras de infecções de difícil tratamento, tanto nos animais, quanto nas pessoas.

Segundo ele, os micro-organismos resistentes podem infectar as pessoas de várias formas: pelo consumo de alimentos contaminados, pelo contato com animais, ou propagados pelo ambiente, por meio de água contaminada, por exemplo.

Ataíde explica que os genes de resistência aos antimicrobianos podem transferir-se de micro-organismos presentes em animais para aqueles causadores de doenças no ser humano.

“Animais domésticos e alimentos de origem animal são transportados e comercializados por todo o mundo e, consequentemente, o surgimento de um foco de resistência a antimicrobianos em determinado país torna-se um problema potencial para muitos outros”, afirma.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.(Agência Câmara de Notícias)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Dando continuidade a nutrição animal (cães e gatos)

Um cão não é um homem e o gato não é um cão pequeno!!!
Diferenças fundamentais em termo de fisiologia e de regime alimentar fazem com que cada uma das espécies possua necessidades nutricionais específicas. Além disso, não se alimenta da mesma forma um cão de raça pequena e um cão de raça gigante, nem um gato persa e um siamês! Portanto, é necessário por de lado os nossos reflexos antropomórficos, que são prejudiciais à saúde dos nossos animais.
As diferenças fisiológicas entre homens, cães e gatos não são pequenas: os cães podem ter entre 30 e 100 vezes mais células para o olfato que o homem, assim como o gato pode ter entre 10 e 35 vezes mais, porém não possuem um paladar muito apurado, sentindo os cães 5 vezes MENOS o sabor dos alimentos enquanto os gato podem sentir até 18 vezes MENOS.
Homes possuem 32 dentes, realizam uma mastigação prolongada e são onívoros, cães possuem 42 dentes, mastigação curta e são semi-carnívoros, enquanto os gatos possuem 30 dentes, não realizam mastigação e são carnívoros. Vamos portanto, conhecer as diferenças entre cães e gatos:
Cães: Não possuem enzimas para a digestão na saliva, o estomago pode comportar um grande volume (até 8 litros em um cão gigante adaptado a alimentações volumosas), a acidez do estomago é bem mais elevada que a dos homens (consegue digerir um osso), o comprimento do intestino delgado varia entre 2 e 6 m, de acordo com o tamanho do cão e o transito do alimento no intestino delgado é de 2 horas apenas e apesar de possuir um intestino grosso muito curto (20 a 80 cm), é nesse órgão que ocorre a fermentação dos alimentos não digeridos.
Gatos: Não possuem enzimas para a digestão na saliva, ao contrário do cão, o gato realiza várias pequenas refeições ao longo dos dias, seu estomago assim como o do cão, possui 6 vezes mas ácido clorídrico do que o do homem, o intestino delgado está bem adaptado para digerir proteínas e gordura, sendo menos eficiente na digestão do amido presente nos cereais, apesar de possuir um intestino grosso muito curto (20 a 40 cm) o transito dos alimento demora pelo menos 20 horas, já que é nesse órgão que ocorre a fermentação dos alimentos não digeridos.
No próximo post falaremos sobre os carboidratos!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Nutrição Animal

A nutrição Veterinária é a ciência que tem por objetivo descobrir nutrientes essenciais e as suas respectivas funções, em doses benéficas para o animal, em função das quantidades ingeridas. A nutrição é uma ciência dinâmica e sendo assim, em cada ano são introduzidos novos alimentos, novas fórmulas nutricionais que, além dos nutrientes essenciais para a manutenção de um organismo saudável, incorporam elementos naturais para prevenir certos riscos de doenças e proteger o organismo.
Em 30 anos, os alimentos preparados pelos grandes fabricantes de alimentos para animais de companhia fizeram evoluir positivamente a saúde dos nossos cães e gatos. Calcula-se que em 15 anos, os cães tenham ganhado sensivelmente 3 anos em esperança de vida.
Atualmente é possível formular os alimentos em função de necessidades bem definidas, de carências bem identificadas que é preciso combater e de especificidades raciais descobertas a par e passo com os progressos de investigação.
Tanto os cientistas quanto as grandes marcas de alimentos comerciais já reconheceram que os cães devem ser alimentados de forma especifica e de acordo com a fase da vida e com o porte. No caso dos gatos, as diferenças nutricionais vão além da idade, chegando ao modo de vida, raça (maine coon, siamês, persa, etc), sensibilidades e condição sexual.
Impulsionado pela pesquisa veterinária específica, o conceito de nutrição, ou seja, construção, manutenção do organismo e fornecimento de energia, evoluiu para interagir progressivamente dimensões preventivas e, em determinadas condições, terapêuticas. É o nascimento da nutrição-saúde.
A nutrição possui 4 objetivos básico:
I – Desenvolvimento corporal e manutenção: Aminoácidos, minerais, vitaminas e ácidos graxos respondem as necessidades nutricionais básicas para o desenvolvimento e manutenção do organismo.
II – Demanda protéica: Lipídeos e carboidratos são as principais fontes energéticas para cães. Os gatos também são dependentes de proteínas para seu metabolismo energético.
III – Nutrição e Prevenção: Alguns nutrientes são incorporados nos alimentos (antioxidantes, prebióticos, fibras, ácidos graxos essenciais, etc) de forma a prevenir os riscos, como por exemplo no caso de doença renal, distúrbios digestivos ou envelhecimento.
IV – Nutrição e Tratamento: Certos nutrientes são adicionados em maiores quantidades, enquanto que ouros são limitados nos alimentos, de forma a suportar o processo terapêutico ou de convalescença, auxiliando na recuperação de animais enfermos.
Preparar um alimento equilibrado é como montar um quebra cabeças complexo, constituído por cerca de 50 peças, cada uma representando um nutriente indispensável ao animal. O equilibrio ideal é obtido ao jogar com a complementaridade dos ingredientes que, em proporções adequadas, representam cada um uma parte maior ou menor deste quebra cabeças.
Fonte: tudo que você deve saber sobre o papel dos nutrientes na saúde de cães e gatos. Royal canin

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Consultas pelo telefone????????

Hoje vou falar de um assunto muito chato que penso acontecer com todos os Médicos Veterinários: CONSULTAS POR TELEFONE!!!!!!!!!!!
Pensem comigo, seu filho começa a passar mal, você nota um chiado muito forte no momento em que ele mama, ou então, uma diarreia muito forte com um cheiro muito ruim e com presença de sangue, o que você faz? Pense antes de ler as linhas abaixo.
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Você pega o telefone da sua casa, liga para o médico, explica o caso todo, o que está acontecendo e pede que ele passe um remedinho para ele melhorar. Sabe qual vai ser a resposta do seu médico?
Eu sei: NÃO POSSO FAZER ISSO.
Bem amigos leitores desse blog, o mesmo se aplica aos seus animais de estimação, um bom Médico Veterinário jamais ira passar o nome de um remedinho pelo telefone.
Precisamos examinar o seu animal de estimação para saber o que ele realmente tem. Apesar de algumas doenças terem seu sintomas bem definidos, o seu animal pode ter essa diarreia simplesmente pelo fato de ter comido aquela gordurinha que ninguém quis do churrasco do final de semana, se é que teve o churrasco.
Amigos, um cão não vai ter diarreia na sexta-feira porque comeu uma gordurinha qualquer no domingo. Por mais debilitado que o organismo pareça estar uma reação não ora demorar seis dias para acontecer. Observem mais os seus animais de estimação, procurem o médico veterinário antes de buscar a solução no balcão das agropecuárias (casas de ração). Uma vez usado o medicamento de forma errada, o que acontece em 99,9% das indicações de balcão, o mesmo não mais poderá ser receitado pelo Médico Veterinário, tendo que ser usado um medicamento diferente e que certamente irá onerar ainda mais o seu orçamento.
Fique atendo ao comportamento do seu animal de estimação, ele indicará muito sobre a saúde dele.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cuidados com o avanço da idade em cães

INTRODUÇÃO
A idade adulta e a velhice no cão diferem de raça para raça, em geral as raças de pequeno porte vivem mais que as de grande porte, mas a idade que o cão atingirá também depende da criação e dos cuidados que recebeu durante a vida que dura entre dez e quinze anos em média.
Como acontece com os humanos, o pêlo pode ficar esbranquiçado com a idade e a pele mais frágil e flexível. Sendo assim, o dono deve ter cuidado para evitar ferimentos no animal, pois nesta idade a recuperação do organismo também é mais lenta e há uma diminuição no funcionamento do sistema imunológico, o que pode tornar perigosa uma inflamação. Existem alguns problemas de saúde típicos da idade avançada como a osteoporose, perda relativa da visão e do olfato. Além destas existem outros problemas fisiológicos e de comportamento dos quais trataremos.
Dentre os problemas fisiológicos estão os cardíacos. Pode haver dilatação do coração ou problemas nas válvulas cardíacas. Pode ocorrer também a insuficiência renal crônica quando há perda de 75% dos néfrons dos rins. Este é um problema sério e deve ser tratado o quanto antes. Pode ocorrer acúmulo de tártaro nos dentes o que pode levar a infecções nas gengivas, mau-hálito e perda de dentes se não for retirado. Pode ocorrer também a "prisão de ventre", mas este problema tende a ser evitado por uma alimentação adequada.
Outros problemas, apesar de aparecerem em todas as idades, se tornam mais freqüentes no cão idoso como dermatites, problemas de visão e aparecimento de tumores benignos e de câncer.
MUDANÇAS NO PÊLO E PELE
O cão idoso pode apresentar gradual embranquecimento dos pêlos, principalmente no focinho e ao redor dos olhos. Seu pêlo pode se tornar mais fino e sem brilho, ainda que isto também possa ser sintoma de doença ou deficiências nutricionais.
A pele dos cães mais idosos torna-se mais fina, menos elástica e mais propensa a ferimentos. Alguns cães podem também desenvolver múltiplos tumores benignos de pele (ou verrugas) que não devem ser removidos antes de uma avaliação clínica.
DECRÉSCIMO NA MOBILIDADE
A artrite tem uma ocorrência bastante comum em cães idosos, especialmente em cães de grande porte ou em cães com um espaço maior entre as patas dianteiras e traseiras, como os Dachshunds e Bassets, raças com tendência a doenças intervertebrais (do IV disco). Cães que tiveram acidentes ou algum problema em suas articulações quando jovens também tem tendência a desenvolver artrite quando envelhecem. Assim como nos humanos, a artrite pode causar apenas um pequeno enrijecimento ou se tornar uma limitação debilitante e terrivelmente dolorosa. Os cães podem ter dificuldades em subir ou descer escadas, pular para dentro do carro ou mesmo erguerem-se rapidamente quando acordam.
DECRÉSCIMO NO SISTEMA IMUNOLÓGICO
Outra decorrência do envelhecimento: o sistema imunológico já não funciona de modo eficiente e o cão idoso está mais sujeito a desenvolver doenças infecciosas e, nestes casos, a infecção se apresenta com mais gravidade do que num cão jovem. É importante manter seu velho amigo com todas as vacinas em dia. Infestações de pulgas, carrapatos e vermes devem ser imediatamente combatidas.
DIMINUIÇÃO DA FUNÇÃO CARDÍACA
À medida que o coração de seu amigo canino envelhece, ele perde um pouco de sua eficiência e deixa de ser capaz de bombear a quantidade de sangue necessária (num certo intervalo de tempo). As válvulas do coração perdem um pouco de sua elasticidade e isto também contribui para uma diminuição de sua eficiência de bombeamento. A válvula mitral é a que está mais comumente envolvida nestes quadros, especialmente entre as raças pequenas. Alguma mudança na função cardíaca é normal. Entretanto, as mudanças mais severas podem ocorrer em cães que tiveram algum problema cardíaco quando jovens, apresentam algum problema congênito ou, como nos humanos, quando estão muito acima do peso adequado. Exames para um diagnóstico correto devem ser feitos.
DIMINUIÇÃO DA FUNÇÃO PULMONAR
Os pulmões também perdem sua elasticidade durante o processo de envelhecimento e a capacidade de oxigenar o sangue também pode estar diminuída. Alguns problemas cardíacos podem fazer refluir líquidos para os pulmões que, gradualmente, ocupam o espaço do ar tornando o cão ofegante e facilmente cansável. Cães idosos também tem mais tendência a terem infecções respiratórias.
DIMINUIÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
Com a idade, os animais correm um maior risco de doenças renais. Isto pode ser devido a mudanças no próprio rim ou como resultado da disfunção de outros órgãos, como o coração - que se não estiver funcionando direito, diminuirá o fluxo sanguíneo ao rim. A função renal pode ser medida através de exames bioquímicos no sangue e análise de urina. Estes testes podem identificar problemas antes que sintomas físicos os denunciem. O mais freqüente sinal de doença renal que pode ser observado pelos donos é o aumento marcado no consumo de água e na eliminação de urina, mas isso geralmente não ocorre até mais ou menos 70% da função renal estar perdida.
DIMINUIÇÃO DA FUNÇÃO DO FÍGADO
Apesar de o fígado ser um órgão incrível e único na sua capacidade de regeneração, envelhece do mesmo modo que os demais órgãos do corpo. Sua habilidade de desintoxicar o sangue e de produzir numerosas enzimas e proteínas diminui com a idade.
Algumas vezes as enzimas podem estar aumentadas de forma anormal num animal aparentemente normal e saudável. Outras vezes num animal com doença hepática aparente, a análise das enzimas acusa um resultado normal. Isto, naturalmente, dificulta bastante a interpretação destes testes.
E porque o fígado metaboliza muitos medicamentos e anestésicos, a dose destas drogas deve ser diminuída se a função hepática já não está mais normal. Testes pré-anestésicos devem ser realizados para evitarem problemas potenciais em caso da necessidade de alguma cirurgia.
MUDANÇAS NA FUNÇÃO GLANDULAR
Algumas glândulas tendem a produzir menos hormônios à medida que envelhecem, outras, ao contrário, tendem a produzir mais. Problemas hormonais são comuns em cães idosos, e a propensão de criarem problemas está, com freqüência, relacionada com a raça e/ou a linhagem. Os Golden Retrievers, por exemplo, tem uma tendência muito grande a desenvolverem hipotireoidismo. Exames de sangue auxiliam a diagnosticar tais doenças.
ALARGAMENTO DA PRÓSTATA
O homem e o cachorro são os únicos animais a possuírem próstata. Quando um macho, que não foi castrado, chega aos 8 anos de idade, ele tem 80% de chances de desenvolver doenças da próstata, mas estas raramente são cancerosas. Na maioria dos casos a próstata apenas alarga-se. O alargamento da próstata, entretanto, pode causar problemas para urinar ou defecar. Cães machos idosos, especialmente os não-castrados, deveriam ter sua glândula checada regularmente.
MUDANÇAS NAS GLÂNDULAS MAMÁRIAS
As fêmeas podem desenvolver algum enrijecimento das glândulas mamárias, com a idade, devido à infiltração de tecido fibroso. Neoplasia mamária, em fêmeas não-castradas, é bastante comum, tanto quanto nos humanos. Isso acontece a tal ponto que o câncer de mama é o tumor mais comum da fêmea idosa e também o mais maligno. As fêmeas idosas devem ter suas mamas checadas pelo veterinário regularmente e também por seus donos: basta virá-las de barriga para cima e apalpar suavemente cada mama, em busca de nódulos duros, verrugas ou outras alterações.
MEDULA SUBSTITUÍDA POR GORDURA
Os cães idosos têm tendência de acumularem mais gordura. Esta gordura também se infiltra na medula, que é a responsável por criar as células vermelhas no sangue (que são as células que carregam e distribuem o oxigênio no organismo), as células brancas (que combatem as infecções, etc.) e as plaquetas (que auxiliam a coagulação). Se a medula é substituída por gordura de modo exagerado, o cão pode tornar-se anêmico. Esta é uma das razões pelas quais é recomendado que os cães façam um exame completo de sangue como parte de seu check-up anual.

(fonte: Jornada do conhecimento Tecsa - Tecsa diagnóstico pet - www.tecsa.com.br)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Oração do Médico Veterinário

Senhor
Perante o altar da minha consciência neste templo universal com alma ajoelhada, venho pedir-Vos:
A força para doar meus conhecimentos profissionais de médico veterinário em prol da salvação e do bem estar animal.
A graça de compreender a responsabilidade e o privilégio que me é concebido de conceber o convívio fraterno entre homens e demais espécies.
A correção nas minhas atitudes
Que eu ame, socorra e alivie os animais, nossos irmãos menores, como o faria ao ser humano.
Afastai do meu coração a cobiça e a mesquinhez.
Que eu tenha compaixão, caridade e respeito por tudo que criaste.
Amém.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

DERMATITE ATÓPICA CANINA

Atopia é uma predisposição genética para o desenvolvimento de alergias aos fatores ambientais. No cão, normalmente se manifesta como uma doença de pele inflamatória, pruriginosa, crônica e frequentemente, chamada de “dermati-te atópica”.
A principal manifestação da dermatite atópica é a coceira na pele, o que faz com que o animal arranhe, esfregue, lamba ou mastigue as áreas afetadas constantemente. Essa coceira é provocada pela inflamação da pele, que apa-rece como uma erupção vermelha. Algumas faces são mais comumente afeta-das: face, lábios, olhos (conjuntivite), ouvidos (otite), espaços interdigitais (en-tre os dedos), dobras de pele (axila e virilha).
No início, a coceira pode, ser tão insuportável que o cão vai se coçar dia e noi-te, se tornando um problema para os proprietários. Quando sem tratamento, a inflamação pode atingir um estado crônico. Por causa da coceira e dos ferimentos secundários, a pele pode ficar avermelhada ou quebradiça em áreas onde a lambedura é constante. Pode-se também ter a pele ulcerada, espessa e escura, com uma aparência grosseira.
A coceira excessiva, pode deixar o cão irritável ou até mesmo agressivo e afe-tar negativamente o seu apetite. Devido a inflamação, o animal está exposto a outras infecções, como por exemplo, piodermites, que irá afetar sua saúde em geral e, por vezes, fazer com que o cão cheire mal.
Algumas raças são pre-dispostas a uma atopia: American Staffordshire Terrier, Boston Terrier, Boxer, Bull Terrier, Cairn Terrier, Cavalier, king Charles, Dálma-ta, Bulldog Ingles, Bulldog Frances, Fox Terrier, Pastor Alemão, Golden Retriv-ier, abrador Retrivier, Lhasa Apso, Pug, Schnauzer, scottish Terrier, Setters, Shar Pei, Shih Tzu,West highland White Terrier.
Mas antes de alertar os proprietários indevidamente, é importante que eles es-tejam cientes do problema para que possam aprender a detectar os sinais de alerta da dermatite atópica. Não existe uma vacina contra a Dermatite atópica, o melhor conselho é que o proprietário mantenha uma vermifugação regular e tenha um maior cuidado com parasitas externos.
Alguns exames complementares são de valor inestimável para o médico veteri-nário estabelecer um diagnóstico preciso e um plano de tratamento específico para a dermatite atópica. Em um consultório veterinário, dois exames rápidos podem fazer uma grande diferença:
- Raspado Cutâneo que consiste na raspagem da superfície da pele até abai-xo da derme. Uma vez que o raspado é espalhado por uma lâmina, esta amos-tra permite que se procure parasitas microscópios que possam ser a causa do prurido (ácaros da Sarna, por exemplo)
- Citologia Cutânea consiste em pegar o conteúdo de uma lesão, coloca-lo em uma lâmina e colori-lo, de forma a se avaliar a presença de células inflama-tórias, leveduras ou bactérias.
Os cuidados com a pele e os pelos dos animais podem ajudar, a pele é a sede da inflamação e coceira, e é também o principal ponto de entrada para alérge-nos. Portanto, tratar a pele do cão regularmente com produtos tópicos especi-ais, tais como: shampoos, que removem os alérgenos da pele e a hidrata, cre-mes e loções que reconstituem o filme cutâneo, géis de rápida absorção, emul-sões e suspensões e soluções anti-sépticas é essencial para aliviar e reduzir as fontes de alergia.
E nunca subestime a tarefa de cuidar de um animal atópico. O proprietário po-de desanimar a qualquer momento, de forma que sua motivação deve ser mantida com o acompanhamento regular e suporte ao proprietário quando ocorrerem as crises.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A ponte do arco íris

O pequeno filhote e o cão mais velho estavam deitados à sombra,
sobre a grama verde, observando os reencontros.
Às vezes um homem, às vezes uma mulher, às vezes uma família inteira
se aproximava da Ponte do Arco-Íris, era recebida por seus animais de
estimação com muita festa e eles cruzavam juntos a ponte.

O filhotinho cutucou o cão mais velho: " Olha lá!
Tem alguma coisa maravilhosa acontecendo!"
O cão mais velho se levantou e latiu:"Rápido!
Vamos até a entrada da ponte!"

"Mas aquele não é o meu dono", choramingou o filhotinho; mas ele obedeceu.
Milhares de animais de estimação correram em direção àquela pessoa
vestida de branco, que caminhava em direção à ponte.
Conforme aquela pessoa iluminada passava por cada animal, o animal fazia
uma reverência com a cabeça em sinal de amor e respeito.
A pessoa finalmente aproximou-se da ponte, onde foi recebida por uma multidão
de animais que lhe faziam muita festa.
Juntos, eles atravessaram a ponte e desapareceram.

O filhotinho ainda estava atônito: "Aquilo era um anjo?", perguntou baixinho.
"Não, filho", respondeu o cão mais velho. "Aquilo não era só um anjo.
Era uma pessoa que trabalhava em um abrigo de animais."
(autor desconhecido)

Diário de Cão

Diario de um cão!!! não apague sem ler...
se puder repasse!!!

1ª semana:
- Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!

1º mês:
- Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!

2 meses:
- Hoje me separaram de minha mamãe. Ela estava muito inquieta e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova "família humana " cuide tão bem de mim como ela o fez.

4 meses:
- Cresci rápido; tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como "irmãozinhos". Somos muito brincalhões, eles me puxam o rabo e eu os mordo de brincadeira.

5 meses:
- Hoje me deram uma bronca. Minha dona se incomodou porque fiz "pipi" dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para agüentar.

8 meses:
- Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido... Acho que a minha família humana me ama e me consente muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, me excedo, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correto tudo o que faço.!

12 meses:
- Hoje completo um ano. Sou um cão adulto.
Meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim!!

13 meses:
- Hoje me acorrentaram e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra.
Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está acontecendo.

15 meses:
- Já nada é igual... Moro na varanda. Sinto-me muito só. Minha família já não me quer! Às vezes esquecem que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho teto que me abrigue...

16 meses:
- Hoje me desceram da varanda. Estou certo de que minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. Meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear em sua companhia!

Nos direcionamos para a rodovia e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. "Ouçam, Esperem!" lati... se esqueceram de mim... Corri atrás do carro com todas as minhas forcas. Minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido.

17 meses:
- Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu lhes agradeço com o meu olhar, desde o fundo de minh'alma. Eu gostaria que me adotassem: seria leal como ninguém!

Mas somente dizem: "pobre cãozinho, deve ter se perdido."

18 meses:
- Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus "irmãozinhos". Aproximei-me e um grupo deles, rindo, me jogou uma chuva de pedras "para ver quem tinha melhor pontaria". Uma dessas pedras feriu-me o olho e desde então, não enxergo com ele.

19 meses:
- Parece mentira Quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas me mostram a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.

20 meses:
- Quase não posso mover-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um me jogou! Eu estava no lugar seguro chamado "calçada", mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Quisera que tivesse matado! Mas só me deslocou as cadeiras! A dor e terrível!

Minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho..

Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal; fiquei num lugar úmido e parece que até o meu pelo esta caindo...

Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: "não chegue perto". Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. "Pobre cãozinho, olha como te deixaram", dizia... junto com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio". É melhor que pare de sofrer".

A gentil dama, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque tive que nascer se ninguém me queria...
(desconheço autor)

Vamos acabar com os maus trato aos animais, não só aos cães, mas também aos gatos, pássaros, bois, cavalos etc.
Enquanto houver um um ignornante no mundo, nenhum ser vivo poderá ser completamente feliz. Pensem nisso!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

De volta

Ja estamos de volta! ainda não atualizamos os posts, mas ja estamos respondendo os e-mails que forem enviados.
Obrigado

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ATENÇÃO

Peço a atenção de todos os visitantes do blog.

Por motivos particulares, não haverão atualizações no blog no mes de dezembro e na primeira quinzena de janeiro.
Voltaremos após o dia 15/01/2011.
grato pela compreensão
Dr. Roberto Augusto Albanese de Castro

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

COMENTÁRIOS

Peço a atenção de todos com relação aos comentários:
FAÇAM SEU COMENTÁRIOS NOS TÓPICOS QUE DESEJAREM, MAS QUANDO REALIZAREM PERGUNTAS, FAÇAM-NAS NO ÚLTIMO POST PUBLICADO PARA QUE POSSAM SE RESPONDIDAS MAIS RAPIDAMENTE.
GRATO

Novo email

estou adicionando um novo email ao blog, um MSN para ser mais exato, anote:

drvetsd@hotmail.com

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

CARRAPATOS (Febre Maculosa, Babesia, Doença de Lyme e Erlichiose)

Carrapatos são parasitas capazes de infestar as mais diferentes espécies de animais: répteis, anfíbios e mamíferos; inclusive os cães, gatos e seres humanos. São de grande importância médico-veterinária, pois além de causar desconforto como irritação e coceira, podem transmitir várias doenças.

Com o passar dos anos, o desenvolvimento de novos meios de diagnóstico permitiram identificar inúmeras doenças transmitidas pelos carrapatos não apenas aos animais domésticos e selvagens, mas também aos seres humanos. Desde então, a importância da adoção de medidas preventivas (profiláticas) contra a infestação por carrapatos tem aumentado em todo o mundo.

Ciclo do Carrapato

O carrapato não precisa permanecer sobre o hospedeiro durante toda sua vida, indo frequentemente ao solo para sofrer mudanças de faseou fazera postura dos ovos. As fêmeas, depois de fecundadas e ingurgitadas (cheias de sangue) desprendem-se do hospedeiro e caem no solo para colocar seus ovos.

Após a eclosão dos ovos no meio ambiente surgem as larvas do carrapato, as quais sobem pelas gramíneas e arbustos na busca de um novo hospedeiro. Este ciclo de desenvolvimento pode variar de acordo com cada espécie de carrapato, mas em geral leva de 15 a 21 dias, havendo a passagem do carrapato pelas fases de larva, ninfa e adulto.

Quando se trata de controle de carrapatos, a diminuição da infestação do ambiente é primordial. Deste modo, a utilização de produtos específicos no ambiente (acaricidas), ou ainda, a realização da poda da vegetação e retirada de lixo é fundamental para eliminar os focos do parasita nos quintais e áreas livres por onde os animais circulam.

Doenças

A perda de sangue é uma questão importante quando se trata das infestações por carrapatos. As fêmeasde algumas especies consomem mais de 8 mL de sangue. Em alguns casos, as infestações por carrapatos atingem tal magnitude que os animais morrem por causa da perda de sangue ou por tornarem-sesusceptíveis a outras doenças devido ao estado debilitado.

Os carraptos podem transmitir várias doenças tanto aos animais quanto aos seres humanos, podendo causar doenças graves e muitas vezes fatais. Dentre as mais comuns pode-se citar: babesiose canina, erliquiose, doença de lyme e a febre maculosa.


A Erliquiose Canina é uma doença transmitida por carrapatos aos cães, mas existem relatos de gatos e seres humanos infectados por diferentes espécies de Ehrlichia sp (uma bactéria que vive obrigatoriamente dentro das células causando um tipo de infecção crônica).

:: Qual é o vetor da doença?


O principal vetor da enfermidade é o carrapato marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus). No entanto, a infecção também poderá ocorrer no momento de transfusões sangüíneas, através de agulhas ou instrumentais contaminados. O mesmo carrapato pode transmitir a babesiose, que em algumas situações pode ocorrer juntamente com a Erliquiose.

:: Sintomas

Os sinais clínicos são variáveis, destacando-se o aumento do volume de gânglios (linfonodos), aumento do fígado e aumento do baço, bem como alterações no sangue. Portanto, desta forma, os animais se encontrarão em um quadro de febre intensa, dificuldades respiratórias, alterações neurológicas, petéquias e equimoses. Lembrando-se que na fase crônica, poderá apresentar perda de peso progressiva, palidez em mucosas e sangramentos espontâneos.

Dentre os principais sintomas dos animais doentes estão:

* Prostração * Sangramentos (nasal, na pele etc)

* Falta de apetite * Desenvolvimento de anemia grave.



:: Diagnóstico e Tratamento

O médico veterinário pode fazer o diagnóstico por meio de exames laboratoriais e o tratamento é realizado com medicamentos específicos.

Do mesmo modo que a babesiose canina, atualmente não existem vacinas disponíveis no mercado para prevenção da doença que, devido a sua gravidade, deve ser prevenida por meio de um controle restrito da infestação por carrapatos.

O objetivo do tratamento é curar os animais doentes e prevenir a manutenção e a transmissão da doença pelos portadores assintomáticos (fase sub-clínica e crônica). O antibiótico conhecido como "DOXICICLINA" é considerado o principal medicamento no tratamento da Erliquiose em todas as suas fases.


:: Qual a duração do tratamento?


Os critérios para o tratamento variam de acordo com a precocidade do diagnóstico, da severidade dos sintomas clínicos e da fase da doença que o paciente se encontra quando do início do tratamento. O tratamento na fase aguda pode durar até 21 dias e na fase crônica até 8 semanas.

:: Qual o prognóstico da doença?


O prognóstico depende da fase em que a doença for diagnosticada e do início da terapia. Quanto mais cedo se diagnostica e se inicia o tratamento, melhores são as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.

:: Como prevenir a doença?


A prevenção da doença é muito importante nos canis e no locais de grande concentração de animais. Devido a inexistência de vacina contra esta enfermidade, a prevenção é realizada através do tratamento dos animais doentes e do controle do vetor da doença: o carrapato. Para tanto, produtos carrapaticidas ambientais e de uso tópico são bastante eficazes.

:: Esta doença pode ser transmitida para o homem?


Sim. Apesar de até hoje não existirem evidências de que a E. canis possa ser transmitida para o homem, existem outras espécies de Ehrlichia que podem ser transmitidas, pelo carrapato, para os cães e para o homem. Os casos de Erliquiose humana vêm aumentando muito em países como os Estados Unidos. No Brasil, esta doença ainda é pouco diagnosticada em humanos.


A Febre Maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada por uma bactéria transmitida por carrapatos. É uma doença que ataca homens e animais (entre eles, o cão) e pode levá-los à morte. Essa doença provém de uma bactéria chamada Ricketsia rickettsii. Quem "transporta" essa bactéria é o carrapato - o vetor, mais especificamente o da espécie Amblyoma cajennense, também conhecido como "carrapato-estrela", "carrapato-de-cavalo" ou "rodoleiro".
As fêmeas de carrapatos podem pôr de cinco mil a oito mil ovos antes de morrerem e, os carrapatos infectados pelas bactérias irão transmitir a doença.

Diversos outros animais ajudam a manter o ciclo da doença. Isso se aplica aos animais de companhia como cães e gatos, aves domésticas (galinhas e perus) e outros mamíferos como cavalo, boi, carneiro, cabra, porco, capivara etc.

Como ocorre a transmissão da doença

A febre maculosa é transmitida pelo carrapato infectado. A partir de quatro a seis horas após a sua fixação, a doença já pode ser transmitida. Ao contrário do que muitos pensam, os "carrapatinhos" ou "micuins" são as larvas do mesmo carrapato-estrela, e não necessariamente de outra espécie de carrapato. Da mesma forma, os "vermelhinhos" são as ninfas (formas intermediárias do ciclo de um mesmo carrapato). O homem é intensamente atacado nas fases de larvas e ninfas que podem transmitir a febre maculosa.

Após a picada pelo carrapato infectado, existe um período de incubação da doença, o qual pode durar de 2 a 14 dias. Há inúmeros relatos de mortes em várias cidades do estado de São Paulo e outras regiões do Brasil.

Principais sinais e sintomas da Febre Maculosa no homem

A doença começa subitamente com a presença de:

.:. Febre alta,

.:. Dores de cabeça,

.:. Dores musculares,

.:. Geralmente, no quarto dia surgem manchas róseas nas extremidades, em torno do punho, tornozelo, tronco, face, pescoço, palmas das mãos e solas dos pés.

Alguns casos podem ser extremamente graves, ocorrendo necrose (morte) de tecidos. Nota-se inchaço das pálpebras e rosto, bem como das pernas, que apresentam aparência brilhante. Tosse e queda de pressão são frequentes.

Um dos problemas mais graves no diagnóstico da Febre Maculosa está na semelhança dos seus sintomas iniciais (febre, dor de cabeça etc) com o de outras doenças mais comuns, como a gripe. Isso faz que as pessoas muitas vezes não procurem o tratamento adequado no início do processo e a doença evolua para um quadro mais grave. Cerca de 80% dos indivíduos com forma grave, se não diagnosticados e tratados a tempo, evoluem para óbito.

O tratamento se faz com antibióticos, além de outros cuidados por causa de possíveis complicações, principalmente renais, neurológicas e pulmonares.

Como minimizar o risco de transmissão da Febre Maculosa

Cães e gatos são animais extremamente propícios à infestação por carrapatos, mantendo esses parasitas no ambiente doméstico. É impossível exterminar definitivamente os carrapatos, visto que eles podem ser trazidos por roedores e aves, além de possuirem um ciclo muito longo. O carrapato é um parasita extremamente resistente ao ambiente. Um único carrapato pode sobreviver por até dois anos, desenvolvendo seu ciclo.

Esteja sempre atento quando visitar locais propícios à existência de carrapatos como sítios, fazendas, jardins etc. Atualmente, com a maior proximidade dos animais nos lares e a constante realização de passeios em locais infestados, as pessoas correm mais riscos de se infectar, se não houver um programa de controle adequado.

Mantenha seus animais de estimação sempre protegidos contra carrapatos! Diminuir ao máximo a possibilidade de os carrapatos sobreviverem nos animais é uma das maneiras mais eficazes de manter a segurança de seu animal de estimação e de sua família.


A doença de Lyme é uma infecção transmitida por carrapatos aos cães e seres humanos (principalmente por ninfas do carrapato Ixodes scapularis nos EUA e Ixodees ricinus na Europa), causada por uma bactéria espiroqueta chamada Borrelia burgdorferi. A figura ao lado mostra o Ixodes scapularis.
:: Sintomas

A doença manifesta-se com uma irritação no local da picada podendo desenvolver uma lesão de pele (mancha rosada) que vai aumentando com o tempo. Podem aparecer náuseas, dores de cabeça, na nuca, nas músculos, febre e cansaço. Se não houver tratamento, a doença de Lyme poderá atingir o sistema nervoso central provocando meningite, paralisia da face, problemas cardíacos, artrites, etc.


A infecção pode causar o acometiment de diversos órgãos, inclusive a pele, o sistema nervoso, o coração e as articulações. Nos seres humanos pode haver ainda o surgimento de lesões eritematosas na pele (avermelhadas) que evoluem de forma centrífuga do local da picada do carrapato (chamado de eritema migratório), no entanto, esse achado nem sempre é frequente. Em cães, os sintomas mais comuns são dor articular aguda, letargia e febre.

A doença de Lyme é considerada atualmente a doença transmitida nos EUA, com quase 90.000 casos registrados os Centros de Controles de Doenças em 49 estados entre 1992 e 1998. Neste país existem vacinas contra a doença de Lyme, no entanto, a única forma de prevenção ainda é o controle dos carrapatos.

No Brasil, a doença de Lyme já foi diagnosticada em cães na cidade de São Paulo, nos munícipios da Baixada Fluminense (estado do Rio de Janeiro) e em áreas rurais do estado do Rio de Janeiro. A doença também já foi diagnosticada em humanos.

:: Prevenção
Uso de roupas claras cobrindo a maior parte da pele e botas altas quando em expedições à floresta, uso de repelente de insetos. As calças devem ser colocadas dentro das meias para evitar essa porta de entrada aos carrapatos. Os carrapatos, se encontrados devem ser retirados imediatamente da pele da forma apropriada, se possivel por alguém com experiência. Se não houver ninguém nas imediações, devem ser usadas pinças ou queimar levemente a cabeça do carrapato com isqueiro ou cigarro aceso de forma de que ele saia por si mesmo. Se em zona endémica é aconselhavel a consulta médica.


:: Diagnóstico e Tratamento
O dignóstico é um teste ELISA de detecção de anticorpos específicos contra a espiroqueta. A cultura é extremamente difícil assim como a visualização microscópica, já que não absorvem cores. A PCR é usada por vezes.

Apesar de todos os estágios da doença de Lyme responderem aos antibióticos, o tratamento precoce previne mais adequadamente as complicações. Nos estágios I ou II, os antibióticos amoxicilina, cefuroxima, eritromicina, doxiciclina ou macrolidio podem ser administrados pela via oral. Na doença avançada, grave ou persistente, são administrados antibióticos pela via intravenosa. Na fase III, utiliza-se ceftriaxona. Os antibióticos também ajudam a aliviar a artrite, embora possa ser necessário prolongar o tratamento por até 3 semanas. A aspirina ou outros antiinflamatórios não esteróides aliviam a dor das articulações inflamadas. O líquido acumulado nas articulações afetadas pode ser drenado.
A Babesiose Canina é uma grave doença causada por um protozoário Babesia canis, capaz de causar infecção dos glóbulos vermelhos dos cães e anemia grave. Esta doença pode ser transmitida aos cães por várias espécies de carrapatos e dentre eles, o Rhipecephalus sanguineus (carrapato vermelho do cão) é o principal responsável pela transmissao do agente. :: Sintomas

O mais comum é que, no homem, as infecções ocorram devido à infecção por Babesia microti, que é transmitida pelo carrapato I. sapularis. Foram registrados inúmeros casos, inclusive co-infecção com Borrelia burgdorferi (doença de Lyme) em pessoas.

Os animais doentes podem apresentar prostração, tristeza e emagrecimento progresssivo. O diagnóstico da doença é feito pelo Médico Veterinário, que pode tratar os animais com medicamentos específicos.

Não existem vacinas disponíveis contra a babesiose canina e a melhor forma de prevenção da doença é o controle da infestação por carrapatos.



Fonte:
1) Informativo Merial: "Doenças transmitidas por carrapatos" - Maiores informações acesse a página da Merial.
2) http://www.veludo.net

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DIA DO VETERINÁRIO


NOSSA HOMENAGEM A VOCÊS QUE ASSIM COMO EU,DEDICAM SUAS VIDAS PARA SALVAR A DOS ANIMAIS

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Doação

"-Tenho 3 filhos, mas 1
deles enjoa quando viajamos de carro. Por isso, quero doá-lo."

"-Tenho
2 filhos mas vou me mudar para um apartamento menor. Por isso, tenho
que doar pelo menos 1 deles."

"-Tenho 2 filhos e vou me casar em
Junho. Ocorre que meu noivo não gosta de crianças. Por isso, preciso
doá-los."

"- Estou de mudança: tenho para doar uma mesa de jantar
de 8 lugares e 1 filho. Motivo: casa pequena."



"-Preciso
doar um filho pequeno que sobe no sofá e na minha cama. "

"-Tenho
um filho, engravidei , meu segundo filho esta para nascer , preciso
doar um filho , além da casa ser pequena , não tenho tempo para os
dois".

"-Tenho um filho que ainda é muito criança , não sabe
fazer xixi no lugar certo , desarruma a casa , dá muito trabalho ,
preciso doá-lo urgentemente".



VOCÊ ABANDONARIA SEU FILHO
??? ENTÃO POR QUÊ ABANDONAR SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO?
ANIMAL NÃO É
BRINQUEDO. SENTE FOME, FRIO E MEDO. SOFRE DE TRISTEZA!!! É
MALTRADADO NAS RUAS E MORRE!!!

CHEGA DE PESSOAS COVARDES CHEIAS
DE DESCULPAS ESFARRAPADAS!!!

DIGA NÃO AO ABANDONO, NÃO IMPORTA A
ESPÉCIE!!!

DIGA SIM A POSSE RESPONSÁVEL!


)desconheço o autor, mas quem souber por favor me avise - ele merece todo o crédito)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Entevista concedida ao colunista Léo Chaves do Jornal Panorama Regional de santos Dumont - M.G.

Médico Veterinário alerta para os cuidados com animais de estimação


Na última semana, nossa reportagem conversou com o Médico Veterinário, Dr. Roberto Augusto Albanese de Castro, registrado no CRMV-MG sob o número 8858. Esta reportagem tem o intuito de alertar e orientar a população sandu-monense em relação a alguns cuidados com seus animais de estimação, prin-cipalmente o fato de não procurar pessoas curiosas ou leigos e sim os profissi-onais devidamente capacitados para efetuarem qualquer procedimento Médico Veterinário.

Léo Chaves: Dr. Roberto Augusto, qual é a sua área de atuação?

Dr. Roberto. Atualmente atendo pequenos animais em meu consultório, situado à Rua Afonso Pena 109 – centro, que se encontra registrado no CRMV-MG (Conselho Regio-nal de Medicina Veterinária) sob o número 11800 e atendo também em domicílio quan-do solicitado.

L.C.: Quando fala em pequenos animais, a quais animais se refere?

Pequenos animais são os que chamamos de animais de companhia como cães, gatos, pequenos roedores (hamsters e porquinho da índia) e aves (canários belgas, canarios rol-ler, periquitos, agapornis, calopsitas, etc.). Vale a pena lembrar que as aves da nossa fauna (canário da terra, azulão, trinca ferro, etc.), só devem ser mantidos em cativeiro quando a pessoa for devidamente registrada no IBAMA e adquiridos de criatórios tam-bém registrados.

L.C.: Já atuou em outras áreas que não pequenos animais?

Sim, já atuei como Responsável Técnico em uma agropecuária, e fiz estágio supervisio-nado na Vigilância Sanitária Municipal, em Santos Dumont, e no Instituto de Laticínios Candido Tostes, em Juiz de fora, quando terminava a graduação. Na área de Grandes animais / animais de produção, nunca atuei, mas saliento que Santos Dumont possui ótimos veterinários nessa área. Também estou apto a emitir laudos técnicos para criado-res de aves que queiram atualizar ou regularizar seus registros perante o IBAMA.

L.C.: Quais as reclamações mais freqüentes em seu consultório?

A grande maioria das reclamações dos proprietários inclui animais com sintomas que chamamos de clássicos: Vômito, diarréia, falta de apetite, desanimo, etc., que podem indicar uma virose e nesse caso podemos realizar exames específicos para termos um diagnóstico preciso. Existem ainda os atropelamentos e quedas que são em bom número, mas o que mais traz problemas ao veterinário são as indicações de medicamentos recebida pelos proprietários e que muitas vezes atrapalha o melhor tratamento, pois difi-culta o bom diagnóstico.

L.C.: Como assim “indicações de medicamentos”?
O proprietário já chega ao consultório com o animal medicado com vários medicamentos (alguns inclusive de uso humano), pois o cachorro ou gato do vizinho ou de um amigo apresentou o mesmo problema. Sintomas iguais podem significar doenças diferentes. Alguns repetem medicamentos receitados anteriormente para o mesmo animal ou até mesmo para outro animal da mesma casa. Não recomendo essa prática de maneira alguma.

L.C.: E se essa indicação foi feita em uma agropecuária?

O CRMV-MG, através do código de ética profissional do Médico Veterinário, diz em seu artigo 13 que é vedado ao Médico Veterinário:
“Item XV – receitar sem prévio exame clínico do paciente.
Item XIX – atender clinica e/ou cirurgicamente, ou receitar, em estabelecimento comer-cial.”
No manual para orientação para responsabilidade técnica, que todos os médicos veteri-nários recebem ao se inscreverem no conselho, item 4.5, subitem “m” diz:
“... proibição do atendimento clínico, vacinação e prescrição de medicamentos no inte-rior do estebelecimento...”. no caso do estabelecimento possuir consultório ou clinica, com acesso independente do acesso da loja, os procedimentos podem ser realizados, mas somente por médico veterinário capacitado e registrado no CRMV-MG.

L.C.: Quais as raças mais recomendadas?

Vai depender de vários fatores pelos quais você deseja ter um cachorro ou um gato. São muitas raças de diferentes aptidões como companhia, guarda, caça, etc., comportamen-tos diferentes. Quando eu falo em várias raças, cito 187 de cães e 58 de gatos aproxima-damente. Infelizmente tem-se o hábito de adquirir uma animal por modismo, principal-mente cães, foi assim com pastores alemães nas décadas de 1920 até 1960 com o Rin tin tin, com os seriados televisivos do vira-latas Benji e da collie Lassie na década de 1980, nos anos 90 com 101 dalmatas e Beethoven e mais recentemente com o labrador Marley e o akita Hachi.


L.C.: Quais são esses fatores a serem observados?

Deve tem bastante certeza de que se quer um animal de estimação, depois verificar o espaço que terá disponível para ele em sua casa ou apartamento. Dentro desses fatores, encontram-se os gastos com veterinário (vacinação, consultas periódicas, emergências fora de hora, medicamentos, etc.). Logo depois disso vem a escolha da raça, do tempe-ramento, da idade, do sexo. Principalmente deve-se escolher a “origem” do seu cão ou gato. É importante também que se escolha uma ração de boa qualidade para que o seu animal tenha um desenvolvimento adequado. Já existem marcas de rações de excelente qualidade que vendem pacotes menores, por exemplo 1kg, para cães pequenos. O local onde ela deve ser guardada e a quantidade diária que deve ser administradas ao animal deve ser do conhecimento do proprietário.

L.C.: Quais os cuidados básicos após a aquisição?

Após observar todos esses fatores, meu conselho é procurar um criador que possua uma ninhada e observar o filhote junto dela, seu comportamento deve ser ativo e brincalhão, pele íntegra, sem secreção nos olhos e / ou nariz. Evite a compra em lojas ou pets, mas caso não seja possível, peça um laudo de saúde do animal juntamente com o cartão de vacina assinado pelo Médico Veterinário. Caso desejar, leve o animal ao médico veteri-nário de sua confiança antes de finalizar a compra, para garantir a perfeita saúde dele.

L.C.: Depois de todos esses cuidados ele este pronto para ir para casa e passear comi-go?

Se realmente escolheu um filhote, o ideal é procurar um Médico Veterinário para saber qual é o melhor procedimento de vacinação a seguir, pois ele só poderá passear após o processo completo de vacinação. Volto a lembrar que o CRMV-MG PROÍBE a vacina-ção em agropecuárias. Recomendo que o banho também seja dado em casa, com a utili-zação de uma banheira com água morna, xampu especial para cães ou infantil, secar com uma toalha e após com um secador. Após o período de vacinação, o veterinário ira lhe informar a época certa para o mesmo sair à rua com você.

L.C.: Posso dar comida caseira para ele? Arroz e feijão?

Não devemos dar comida para os animais, exceto em caso especiais onde há prescrição do médico veterinário. Existe no mercado, rações balanceadas de excelente qualidade, ideais para o seu animal de estimação. Alimentos premium são as marcas fortes dos fabricantes. Temos também as linhas super-premium, veterinary diet (específicas para animais obesos, com problemas renais, diabéticos, etc.) e as preparadas para determina-das raças. Todas essas são separadas por porte e etapa de vida. É muito importante que observemos a data de validade das rações adquiridas, bem como a forma de armazena-mento do local onde comprou para que esteja bem conservada e não faça mal ao seu animal.

L.C.: Qual a idade ideal para começar o adestramento do filhote?

Alguns profissionais sugerem a partir do sétimo ou oitavo mês de vida, mas a partir dos 4 meses você mesmo já pode ensiná-lo os comandos básicos como sentar, ficar, andar ao seu lado, não mexer onde deve etc.

L.C.: Quais os cuidados com o ambiente onde o animal ficará?

No ambiente é ideal a utilização de produtos neutros ou específicos para animais, caso contrário o animal pode adquirir um problema de saúde pelo contato com produtos qui-micos.

L.C.: Qual a sua opinião sobre os animais de rua?

Em nosso município, existe um grande número de animais livres, em sua maioria vira-latas ou SRD (sem raça definida). O que me preocupa são as zoonoses que eles podem nos transmitir, como sarnas e raiva e também o período de cio das fêmeas em que se forma um grupo de machos disputando a atenção delas. Esses machos tendem a se en-frentar e pode causar acidentes envolvendo automóveis, motos e pedestres. Esse grande número de animais acaba se tornando um problema de saúde pública assim como os pombos, que através da inalação da poeira contendo fezes secas, podem nos causar To-xoplasmose, psitacose, salmonelose, meningite e alergias (por causa dos piolhos, ácaros e pulgas).

L.C.: Qual a sua sugestão para esses problemas?

Em ambos os casos a esterilização dos animais é a melhor solução. Para os cães, a médio e longo prazo, acarretaria uma diminuição considerável no número de animais nas ruas, uma vez que a média de nascimentos de uma cadela de aproximadamente 15 kg é de 6 filhotes a cada gestação. Para os pombos, um anticoncepcional administrado juntamente com grãos faria com que entre 9 e 10 ovos das pombas se tornassem inférteis, diminuindo a sua população.

L.C.: Qual a mensagem que você deixa para a população?
É importante que os donos de animais de estimação se conscientizem da importância do Médico Veterinário, realizem sempre a vacinação anual do seu animalzinho, não só a campanha do governo, mas também a vacinação contra as doenças que podem separar você do seu bichinho. O medico Veterinário é o melhor amigo do seu melhor amigo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Piometra ( infecção uterina)

A piometra é um distúrbio uterino mediado pela progesterona nas cadelas e gatas. Todas as cadelas normais estão naturalmente expostas e enormes concentrações de progesterona no período do cio, deixando-as suscetíveis a uma infecção bacteriana. Essas bactérias são normalmente encontradas no trato urinário sendo a Escherichia coli a causa mais comum dessa enfermidade, tanto em cadelas como em gatas.
A piometra pode ser classificada como aberta ou fechada, ou seja, com ou sem corrimento vaginal, dependendo da capacidade do conteúdo uterino de fluir através da sérvix. A piometra fechada é mais grave, pois as femeas afetadas ficam doentes antes mesmo dos proprietários perceberem a existência de qualquer problema. Ao contrário, nas abertas, tem-se o corrimento vaginal óbvio, malcheiroso, com cor de pus, ou em tom de marrom por causa do sangue uterino, bem antes de ficarem seriamente doentes.
Os sinais clínicos da piometra incluem: perda parcial ou total do apetite, febre, letargia, perda de peso e aspecto descuidado, vômitos, diarreia e sede e micção excessivas. Cadelas com piometra fechada podem sofrer rompimento uterino o que é tão severo quanto e envolver tanto risco quanto se vê em um ser humano com o apêndice rompido. Os testes sanguíneos e urinários são compatíveis com infecção e podem indicar o envolvimento de outros órgãos que podem ser prejudicados por essa doença grave. Como exames complementares, raios-x e ultra-sonografia abdominal poder ser de muita validade no diagnóstico. Embora rara, a piometra pode atingir somente uma trompa uterina enquanto se tem a gestação em andamento na outra.
O melhor, mais confiável, mais rápido e menos caro tratamento para a piometra, após a estabilização da cadela é a esterilização (castração), é o tratamento de eleição na quase totalidade dos casos. O tratamento clínico da piometra aberta usando antibióticos e hormônios foi bem sucedido em cadela e gatas. Esses hormônios causam um esvaziamento do conteúdo uterino e uma diminuição nos níveis de progesterona no sangue. A presença de fetos vivos deve ser descartada por ultra-som, uma vez que os fármacos usados causam aborto e porque o tratamento não será bem sucedido em caso de sinais de gestação anterior no útero.
Cadelas e gatas precisaram realizar visitas diárias ao veterinário, para o melhor tratamento de suporte, possibilitar a administração fluidos, medicamentos intravenosos e o monitoramento de efeitos adversos decorrente do tratamento. O protocolo inclui 5 a 7 dias de aplicações de injeções. As reações físicas advindas do tratamento com hormônios são: inquietação, respiração ofegante, salivação, vômito, diarreia, micção, dilatação das pupilas, lambedura de pelos e lordose. Essas reações, quando ocorrem, se resolvem entre 5 e 60 minutos. Após cada aplicação essas reações diminuem em gravidade e duração.
A persistência do quadro ou a repetição do mesmo no cio seguinte sugere que deve ser considerado pelo clinico juntamente com o proprietário, o procedimento de castração da fêmea.