sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Orientação Pediátrica Geral

Ao levar um filhote para casa, você está assumindo um compromisso de amar e prestar cuidados necessários a sua saúde para que em troca ele possa lhe agradecer em forma de dedicação, fidelidade e muita alegria. Por isso, este informativo tem como objetivo fornecer algumas informações importantes sobre os cuidados que se deve ter, com um filhote para que ele cresça um adulto sadio.

Alimentação:
Filhotes devem receber ração específica para sua faixa etária, no mínimo até completarem 1 ano de idade. Até os 10 meses, ofereça-lhe 3 refeições ao dia, depois passe a oferecer 2 vezes ao dia, sempre nos mesmo horários.
As rações de boa qualidade já contêm em sua formulação todos os nutri-entes necessários para um crescimento sadio, portanto não há necessidade de suplementações, exceto em casos excepcionais.
Não ofereça ao seu animal comida caseira, doces ou petiscos, pois isso pode fazer com que ele passe a recusar a ração, além de causa diarréia e faci-litar o desenvolvimento de tártaro.
O animal deve ter sempre a disposição água fresca e limpa.

Vermifugação:
O ideal é que os filhotes comecem a ser vermifugados a partir da primeira quinzena de vida com repetições a cada 15 dias até os 45-60 dias de idade. Quando adulto o animal deve ser vermifugado a cada 4 meses, dando 1 dose com repetição após 15 dias. A dose deve ser ajustada ao peso do animal e o produto deve ser de uso específico para pequenos animais.

Vacinação:
Este é um dos tópicos mais importantes nos cuidados que devem ser to-mados com um filhote, pois é a vacinação quem irá garantir que seu animalzi-nho não contraia doenças que podem inclusive mata-lo.
Os protocolos de vacinação devem ser seguidos à risca e sempre sobre orientação do médico veterinário, pois alem de produtos de confiança, ele sa-berá identificar se seu filhote está apto a ser vacinado ou não.
CANINA:
- óctupla: Protege contra cinomose, leptospirose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, coronavirose, parainfluenza canina e adenovírus.
- Anti-rábica: Protege contra Raiva
- Tosse dos canis: Bordetella bronchioséptica e parainfluenza tipo 2

Protocolo 1:

30 dias de idade: 1ª dose da óctupla (Recombitek C4/CV)
51 - 60 dias de idade: 2ª dose da óctupla (Recombitek C6/CV)
72 - 90 dias de idade: 3ª dose da óctupla (Recombitek C6/CV) + Anti-rábica.


Protocolo 2: (Filhotes não vacinados com 30 dias)

45-60 dias de idade: 1ª dose da óctupla (Recombitek C6/CV)
66-81 dias de idade: 2ª dose da óctupla (Recombitek C6/CV)
87-102 dias de idade: 3ª dose da óctupla (Recombitek C6/CV) + Anti-Rábica

OBS 1: até o 21º dia após a última dose da vacina, o animal não deve ter contato com outros animais, principalmente se estes não forem vacinados, e nem deve sair à rua.
OBS 2: a revacinação deve ser anual.

FELINA

Vacina Tríplice, quadrupla ou quintupla e Raiva

60 dias (2 meses) - Tríplice / Quádrupla / Quintupla
90 dias (3 meses) - Tríplice / Quádrupla / Quintupla
120 dias (4 meses) - Raiva


todos os protocolos, sejam eles canino ou felino exigem um reforço anual contra doenças e Anti-Rábica

Higiene:
Banhos devem ser dados no máximo a cada 15 dias, pois do con-trário, podem ocorrer desequilíbrios da flora normal da pele, além de reti-rar sua proteção natural, o que pode deixá-lo mais susceptível a doenças de pele, caspa e pelagem ressecada. Use de preferência xampus ou sa-bonetes neutros. As orelhas devem ser inspecionadas na ocasião do ba-nho e serem limpas com algodão e vaselina. Ao sinal de dor ou irritação o Medico Veterinário deverá ser comunicado, pois são comuns as infec-ções de ouvido (otites).
A escovação deverá ser feita pelo menos uma vez por semana pa-ra retirada dos pelos mortos, que além de manter o ambiente limpo, dei-xará a pelagem de seu animal mais bonito.
O controle de ectoparasitos (pulgas e carrapatos) é muito importan-te, pois eles podem transmitir vermes e doenças ao seu animal. Atual-mente são disponíveis no mercado diversos produtos que livram seu animal destes parasitos por períodos prolongados e não possuem riscos de intoxicações.

Dentição:
A troca dos dentes ocorre por volta de 4 a 5 meses de idade.

Educação:
Nossos animais de estimação, normalmente são considerados ver-dadeiros membros da família e por isso devem receber os carinhos e cuidados necessários, mas não se esquece de que ele é um animal e não uma pessoa, portanto não devemos delegar a ele direitos e liberda-des de um ser humano.
O animal é guiado por instintos, portanto, ele normalmente elege um membro da família como líder e irá obedece-lo com mais freqüência do que aos outros membros da casa. Dependendo da “liberdade” que ele receber no lar, irá se sentir o dono da casa (principalmente se ele tiver um instinto nato para liderança), fazendo toda a família se sujeitar aos seus desejos. Daí a importância de mostrar ao animal quem é o “chefe” da casa e o que ele pode ou não fazer. Devemos sempre lembrar que o cão nos considera sua matilha, portanto tentará exercer liderança.
Este informativo não tem a pretensão de solucionar todas as dúvi-das sobre os cuidados com o filhote, sendo assim, estamos a sua inteira disposição para ajudá-lo sempre que possível.

Poodle

Reconhecido por vários nomes, entre eles: Caniche, por ter sido muito utilizado na caça de pássaros aquáticos, “chien à cane (caça ao pato) ou Canichon; cão car-neiro devido ao aspecto de seu pelo; e “cão de madame” no Grande Século, por ser o cão de preferência da corte de Luiz XV. De origem africana, descendendo dos Barbet da África do Norte, trazidos para a Península Ibérica pelos árabes foi então cruzado com o Cão d’água português de onde ganhou toda a Europa.
Em 1922 foi criado um clube do Poodle em Paris, e em 1936 a federação inter-nacional de Cinofilia (F.C.I.), reconheceu ali o berço da raça, publicando neste mesmo ano um padrão da raça. Distinguem-se 4 tamanhos: grande, 45 a 60 cm de altura, pesando aproximadamente 22 kg (abandonado em proveito dos poodles de menor porte); médio, 35 a 45 cm de altura, pesando aproximadamente 15 kg; anão, 28 a 35 cm de altura, pesando aproximadamente 7kg; e miniatura ou Toy com menos de 28 cm de altura e pesando menos de 7 kg.
Possui cabeça distinta, proporcional ao corpo; olhos em avelã, ligeiramente oblí-quos; orelhas bastante compridas, pendentes ao longo das bochechas recobertas por pelos ondulados; o pescoço é sólido, ligeiramente arqueado, dorso curto, lombo mus-culoso e garupa arredondada; membros musculosos com boa ossatura, pés peque-nos, dedos arqueados e unhas de cor variável; cauda amputada em dois terços, se mantém elevada dando o aspecto de pompom quando assim tosada. Pelagem bran-ca, marrom, preta, cinza e abricó (amarela).
Ativo, esportivo, alegre, um extrovertido tônico, o poodle é a alegria de viver en-carnada. Muito esperto e inteligente é muito fiel, porém possessivo, dotado de grande capacidade de adaptação e sociável, seu bom caráter o torna um agradável cão de companhia. Conservou suas habilidades de cão de caça, nada muito bem e tem um faro bastante desenvolvido, deverá ser educado de maneira firme ou se tornará um animal difícil.
Gosta tanto do campo quanto da cidade, mas detesta a solidão deve ser esco-vado e penteado diariamente, um cão muito limpo, deve tomar banho quinzenalmen-te, ter as orelhas vigiadas sempre e deve receber toalete (tosa) a cada dois meses.
Por ser o cão de companhia mais difundido no mundo, o Poodle sofreu uma produção intensa em detrimento da qualidade, o que deve ser alertado a todo adquirente.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Parvovirose

A infecção por parvovírus, comumente denominada “parvo”, é uma doença que acomete o trato intestinal dos cães e causa vômito, diarréia, febre e capacidade diminuída de lutar contra a infecção. É especialmente grave nos filhotes. Doberman Pinschers e Rottweilers são mais suscetíveis e possuem sinais mais graves de parvo do que outras raças, mas filhotes de qualquer ração ou sem raça definida podem morrer desta doença.
É uma doença considerada nova nos cães, tendo sido identificada pela primeira vez no fim da década de 1970. Acredita-se que seja um vírus felino ou de outra espécie que se adaptou aos cães, uma vez que o vírus não existia antes dessa data. Em sua grande maioria, os casos de infecção são registrados em filhotes, uma vez que o vírus é tão contagioso e tão facilmente encontrado no ambiente que cães mais velhos podem se tornar imunes por contágio quando jovens.
Os sinais da doença aparecem de 4 a 14 dias após a infecção que geralmente resulta de exposição ao solo contaminado. Os sinais iniciais são depressão, perda de apetite e febre. O vômito e a diarréia com sangue desenvolvem-se em 1 ou 2 dias. Esses sinais progridem rapidamente para desidratação e morte nos animais gravemente acometidos. O vírus é forte q persiste no ambiente de 6 meses a 1 ano, é impossível eliminar o vírus do solo contaminado sem matar toda a vegetação.nas instalações internas deve-se realizar lavagem e enxágüe rigorosos, seguidos de aplicação de cloro. Não se deve ambientar outro animal ao local nesse período de sobrevida do vírus.
O tratamento para a parvovirose varia de acordo com a gravidade da infecção no animal acometido, aqueles com sintomas mais graves, necessitam de fluidoterapia (soro), pois são incapazes de ingerir fluidos e perdem grandes quantidades de líquido com vômito e diarréia. Além disso, o vírus destrói as células de revestimento do trato intestinal facilitando uma invasão das bactérias intestinais no corpo do animal (septicemia) e prejudica a medula óssea onde são produzidas as células de defesa.
A melhor prevenção contra a parvo é a vacinação dos filhotes. Nos casos em que a mãe não foi vacinada, é ideal uma vacinação a cada 3 semanas entre 45 e 120 dias de vida. Essa vacinação deve ser realizada em consultório veterinário, uma vez que a aplicação de vacinas em agropecuárias e pet shops NÃO é permitida pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais. O reforço anual é extremamente importante para o animal.

terça-feira, 18 de maio de 2010

CINOMOSE

A cinomose é uma doença que acomete primariamente os pulmões, o trato intestinal e o sistema nervoso dos cães. Entre as doenças induzidas por vírus nos cães, a cinomose tem a segunda maior porcentagem de mortalidade, perdendo somente para a raiva. Este vírus é altamente contagioso e passado de cão para cão por contágio próximo. É facilmente exterminado por detergente e calor, morrendo dentro de minutos em ambiente aquecido, mas pode persistir por semanas em ambientes com temperaturas próximas ao congelamento.
É um vírus com altas taxas de infecção e mortalidade, sendo os cães jovens e não vacinados, entre 3 e 6 meses, são os mais infectados pela cinomose, mas vale lembrar que os cães adultos, vacinados quando jovens, devem fazer o reforço anual da vacina para não ser infectado, uma vez que secreções nasais contendo o vírus são dispersas através do espirro.
Os sinais clínicos aparecem entre 7 e 14 dias após a infecção. A febre inicial pode não ser notada, mas na segunda semana o animal produz grave lesão em células nasais, olhos, pulmões e trato intestinal, apresentando assim uma pneumonia com secreção óculo-nasal muco-purulenta, conjuntivite, tosse, anorexia, diarréia, vômito, desidratação e perda de peso (devido à inapetência). O animal apresenta também uma perda do esmalte dentário, ficando com os dentes manchados, pequenas pústulas na região do abdome e ressecamento dos coxins palmares e plantares. O vírus afeta também o sistema imunológico, o que causa uma incapacidade do organismo de repelir as infecções.

Metade dos cães afetados pela cinomose desenvolve doença neurológica, já que o vírus é atraído pelo decido nervoso e se desenvolve bem nele. As lesões no cérebro e medula espinhal resultam em contrações musculares involuntárias, convulsões parciais na cabeça (movimento de mastigação), fraqueza, paralisia, cegueira, incoordenação motora, andar em círculos, rigidez muscular e alterações de comportamento.

O diagnóstico é feito através de histórico do animal e do quadro clínico, pode ser realizado também nos animais um exame através da conjuntiva, sangue total, plasma, urina e até fezes do animal suspeito. O tratamento é realizado para se combater as infecções bacterianas secundárias, aliviando muito os sintomas da doença, o soro hiperimune é de grande eficiência no inicio do tratamento e em animais assintomático que tiveram contato com animais doentes.

Lembre-se sempre de procurar um Médico Veterinário e não fazer medicação por contra própria em animais suspeitos de estarem doentes.

Resposta

Para Wanda (comentário de 17/05/2010 as 18:14h.
Wanda, se possível, deixe o seu e-mail que entrarei em contato com você para tirar a sua dúvida!mas se quiser ja ir olhando, os conselhor regionais possuem em seus site os manuais de orientação pra responsabilidade técnica.
grato

quarta-feira, 5 de maio de 2010

NÃO PERCAM AMANHÃ - CINOMOSE

AMANHA, DIA 06/05/2010 VOU FALAR SOBRE A CINOMOSE, UMA DOENÇA QUE ESTÁ APARECENDO COM GRANDE FREQUENCIA NAS CIDADES. AGUARDEM

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

RESPONSABILIDADE TÉCNICA

Em 15 de outubro de 1993, o Conselho Regional de Medicina Veterinária – MG, lançou através da resolução N° 205, o Manual de Orientação para as Atividades de Responsabilidade Técnica, que fio atualizado pela resolução N° 310 / 2002, a fim de torná-lo um instrumento balizador exercício profissional do Médico Veterinário e do Zootecnista.
Quem é o Responsável Técnico?
O responsável técnico (RT) é o profissional que deverá ter autoridade e competência para capacitação de pessoal, elaborar o manual de boas praticas de fabricação e manipulação, responsabilizar-se por toda provação ou rejeição de matérias primas, insumos, produtos semi-acabados, procedimentos, metodologias, equipamentos; supervisão dos princípios e/ou metodologias que constam no manual.
Sendo assim, o Responsável Técnico, é o profissional cuja missão é referendar ao consumidor a qualidade do produto final ou do serviço prestado, de modo que responde civil e penalmente por eventuais danos que possam ocorrer ao consumidor decorrentes de sua conduta profissional, uma vez caracterizada a sua culpa, seja por negligência, imprudência, imperícia ou omissão.
Deve o profissional, portanto, assegurar-se de que o estabelecimento com o qual assumirá ou assumiu a responsabilidade técnica, encontra-se efetiva e legalmente habilitado ao desempenho de suas atividades e que só podem funcionar sob a responsabilidade de um técnico legalmente habilitado e regularmente escrito no órgão fiscalizador de sua profissão, neste caso o Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MG).
Em última análise o responsável técnico é uma espécie de tutor, um fiscal do consumidor, e a sua principal função é orientar preventivamente e treinar, com competência técnica, funcionários e empreendedores.
Segue abaixo, uma relação de estabelecimentos que necessitam de Responsável Técnico para desempenharem as suas funções:
1 – INDÚSTRIA DE CARNE – Estabelecimentos (matadouros e frigoríficos; fábricas de conserva e/ou embutidos; entrepostos de carne e derivados;indústria de subprodutos derivados) que abatam, industrializam, manipulam, armazenam, beneficiam e embalam produtos ou derivados da carne (bovina, suína, avícola e aquícola).
2 – INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS – Estabelecimentos que industrializam, manipulam, beneficiam, embalam e armazenam produtos ou derivados do leite.
3 – INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DE PRODUTOS DE USO VETERINÁRIO – estabelecimentos que industrializam produtos de uso veterinário
4 – ESTABELECIMENTOS QUE PRODUZEM ALIMENTOS PARA ANIMAIS – Estabelecimentos que manipulam ingredientes para a produção de alimentos e suplementos alimentares para animais.
5 - CASAS AGROPECUÁRIAS, PET SHOPS E OUTROS Estabelecimentos que comercializam e/ ou distribuem produtos de uso veterinário, ra-ções, sais minerais e animais.
6 – SUPERMERCADOS E SIMILARES – Estabelecimentos que comercializam, manipulam, embalam ou armazenam produtos de origem animal, e seus derivados e/ou comercializam produtos de uso veterinário.
7 – EXPOSIÇÕES, FEIRAS, LEILÕES E OUTROS EVENTOS PECUÁ-RIOS.
8 – PRODUÇÃO ANIMAL - Estabelecimento que cria animais (bovinos, eqüídeos, ovinos, caprinos e bubalinos).
9 – ZOOLÓGICOS, PARQUES NACIONAIS, CRIATÓRIOS DE ANIMAIS SILEVSTRES.
10 – EMPRESAS CONTROLADORAS DE PRAGAS URBANAS
11 – AQUICULTURA – estabelecimentos que produzem animais aquáticos (peixes ornamentais, peixes para consumo, rã e camarão) e pelos estabelecimentos de pesque e pague.
12 - APICULTURA – Empreendimentos que produzem, manipulam, beneficiam e distribuem produtos derivados de apicultura.
13 – AVICULTURA - Empreendimentos avícolas que ovos e frangos de corte, incubatórios avícolas, e estabelecimentos avícolas destinados à recepção, higienização e embalagem de ovos.
14 – SUINOCULTURA – Empreendimentos suinícolas que produzem matrizes, reprodutores, leitões e cevados para o abate.
15 – ESTRUTICULTURA – Criadouros de avestruz de ciclo completo ou parcial e incubatórios.
16 – SERICULTURA – Estabelecimentos que se dedicam à produção e ao comercio de ovos, larvas e casulos do bicho da seda.
17 – ESTABELECIMENTOS DE MULTIPLICAÇÃO ANIMAL - estabelecimentos produtor de sêmem, embriões, produtos de botijões criobiológicos para sêmem e embriões.