Peço a atenção de todos os visitantes do blog.
Por motivos particulares, não haverão atualizações no blog no mes de dezembro e na primeira quinzena de janeiro.
Voltaremos após o dia 15/01/2011.
grato pela compreensão
Dr. Roberto Augusto Albanese de Castro
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
COMENTÁRIOS
Peço a atenção de todos com relação aos comentários:
FAÇAM SEU COMENTÁRIOS NOS TÓPICOS QUE DESEJAREM, MAS QUANDO REALIZAREM PERGUNTAS, FAÇAM-NAS NO ÚLTIMO POST PUBLICADO PARA QUE POSSAM SE RESPONDIDAS MAIS RAPIDAMENTE.
GRATO
FAÇAM SEU COMENTÁRIOS NOS TÓPICOS QUE DESEJAREM, MAS QUANDO REALIZAREM PERGUNTAS, FAÇAM-NAS NO ÚLTIMO POST PUBLICADO PARA QUE POSSAM SE RESPONDIDAS MAIS RAPIDAMENTE.
GRATO
Novo email
estou adicionando um novo email ao blog, um MSN para ser mais exato, anote:
drvetsd@hotmail.com
drvetsd@hotmail.com
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
CARRAPATOS (Febre Maculosa, Babesia, Doença de Lyme e Erlichiose)
Carrapatos são parasitas capazes de infestar as mais diferentes espécies de animais: répteis, anfíbios e mamíferos; inclusive os cães, gatos e seres humanos. São de grande importância médico-veterinária, pois além de causar desconforto como irritação e coceira, podem transmitir várias doenças.
Com o passar dos anos, o desenvolvimento de novos meios de diagnóstico permitiram identificar inúmeras doenças transmitidas pelos carrapatos não apenas aos animais domésticos e selvagens, mas também aos seres humanos. Desde então, a importância da adoção de medidas preventivas (profiláticas) contra a infestação por carrapatos tem aumentado em todo o mundo.
Ciclo do Carrapato
O carrapato não precisa permanecer sobre o hospedeiro durante toda sua vida, indo frequentemente ao solo para sofrer mudanças de faseou fazera postura dos ovos. As fêmeas, depois de fecundadas e ingurgitadas (cheias de sangue) desprendem-se do hospedeiro e caem no solo para colocar seus ovos.
Após a eclosão dos ovos no meio ambiente surgem as larvas do carrapato, as quais sobem pelas gramíneas e arbustos na busca de um novo hospedeiro. Este ciclo de desenvolvimento pode variar de acordo com cada espécie de carrapato, mas em geral leva de 15 a 21 dias, havendo a passagem do carrapato pelas fases de larva, ninfa e adulto.
Quando se trata de controle de carrapatos, a diminuição da infestação do ambiente é primordial. Deste modo, a utilização de produtos específicos no ambiente (acaricidas), ou ainda, a realização da poda da vegetação e retirada de lixo é fundamental para eliminar os focos do parasita nos quintais e áreas livres por onde os animais circulam.
Doenças
A perda de sangue é uma questão importante quando se trata das infestações por carrapatos. As fêmeasde algumas especies consomem mais de 8 mL de sangue. Em alguns casos, as infestações por carrapatos atingem tal magnitude que os animais morrem por causa da perda de sangue ou por tornarem-sesusceptíveis a outras doenças devido ao estado debilitado.
Os carraptos podem transmitir várias doenças tanto aos animais quanto aos seres humanos, podendo causar doenças graves e muitas vezes fatais. Dentre as mais comuns pode-se citar: babesiose canina, erliquiose, doença de lyme e a febre maculosa.
A Erliquiose Canina é uma doença transmitida por carrapatos aos cães, mas existem relatos de gatos e seres humanos infectados por diferentes espécies de Ehrlichia sp (uma bactéria que vive obrigatoriamente dentro das células causando um tipo de infecção crônica).
:: Qual é o vetor da doença?
O principal vetor da enfermidade é o carrapato marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus). No entanto, a infecção também poderá ocorrer no momento de transfusões sangüíneas, através de agulhas ou instrumentais contaminados. O mesmo carrapato pode transmitir a babesiose, que em algumas situações pode ocorrer juntamente com a Erliquiose.
:: Sintomas
Os sinais clínicos são variáveis, destacando-se o aumento do volume de gânglios (linfonodos), aumento do fígado e aumento do baço, bem como alterações no sangue. Portanto, desta forma, os animais se encontrarão em um quadro de febre intensa, dificuldades respiratórias, alterações neurológicas, petéquias e equimoses. Lembrando-se que na fase crônica, poderá apresentar perda de peso progressiva, palidez em mucosas e sangramentos espontâneos.
Dentre os principais sintomas dos animais doentes estão:
* Prostração * Sangramentos (nasal, na pele etc)
* Falta de apetite * Desenvolvimento de anemia grave.
:: Diagnóstico e Tratamento
O médico veterinário pode fazer o diagnóstico por meio de exames laboratoriais e o tratamento é realizado com medicamentos específicos.
Do mesmo modo que a babesiose canina, atualmente não existem vacinas disponíveis no mercado para prevenção da doença que, devido a sua gravidade, deve ser prevenida por meio de um controle restrito da infestação por carrapatos.
O objetivo do tratamento é curar os animais doentes e prevenir a manutenção e a transmissão da doença pelos portadores assintomáticos (fase sub-clínica e crônica). O antibiótico conhecido como "DOXICICLINA" é considerado o principal medicamento no tratamento da Erliquiose em todas as suas fases.
:: Qual a duração do tratamento?
Os critérios para o tratamento variam de acordo com a precocidade do diagnóstico, da severidade dos sintomas clínicos e da fase da doença que o paciente se encontra quando do início do tratamento. O tratamento na fase aguda pode durar até 21 dias e na fase crônica até 8 semanas.
:: Qual o prognóstico da doença?
O prognóstico depende da fase em que a doença for diagnosticada e do início da terapia. Quanto mais cedo se diagnostica e se inicia o tratamento, melhores são as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.
:: Como prevenir a doença?
A prevenção da doença é muito importante nos canis e no locais de grande concentração de animais. Devido a inexistência de vacina contra esta enfermidade, a prevenção é realizada através do tratamento dos animais doentes e do controle do vetor da doença: o carrapato. Para tanto, produtos carrapaticidas ambientais e de uso tópico são bastante eficazes.
:: Esta doença pode ser transmitida para o homem?
Sim. Apesar de até hoje não existirem evidências de que a E. canis possa ser transmitida para o homem, existem outras espécies de Ehrlichia que podem ser transmitidas, pelo carrapato, para os cães e para o homem. Os casos de Erliquiose humana vêm aumentando muito em países como os Estados Unidos. No Brasil, esta doença ainda é pouco diagnosticada em humanos.
A Febre Maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada por uma bactéria transmitida por carrapatos. É uma doença que ataca homens e animais (entre eles, o cão) e pode levá-los à morte. Essa doença provém de uma bactéria chamada Ricketsia rickettsii. Quem "transporta" essa bactéria é o carrapato - o vetor, mais especificamente o da espécie Amblyoma cajennense, também conhecido como "carrapato-estrela", "carrapato-de-cavalo" ou "rodoleiro".
As fêmeas de carrapatos podem pôr de cinco mil a oito mil ovos antes de morrerem e, os carrapatos infectados pelas bactérias irão transmitir a doença.
Diversos outros animais ajudam a manter o ciclo da doença. Isso se aplica aos animais de companhia como cães e gatos, aves domésticas (galinhas e perus) e outros mamíferos como cavalo, boi, carneiro, cabra, porco, capivara etc.
Como ocorre a transmissão da doença
A febre maculosa é transmitida pelo carrapato infectado. A partir de quatro a seis horas após a sua fixação, a doença já pode ser transmitida. Ao contrário do que muitos pensam, os "carrapatinhos" ou "micuins" são as larvas do mesmo carrapato-estrela, e não necessariamente de outra espécie de carrapato. Da mesma forma, os "vermelhinhos" são as ninfas (formas intermediárias do ciclo de um mesmo carrapato). O homem é intensamente atacado nas fases de larvas e ninfas que podem transmitir a febre maculosa.
Após a picada pelo carrapato infectado, existe um período de incubação da doença, o qual pode durar de 2 a 14 dias. Há inúmeros relatos de mortes em várias cidades do estado de São Paulo e outras regiões do Brasil.
Principais sinais e sintomas da Febre Maculosa no homem
A doença começa subitamente com a presença de:
.:. Febre alta,
.:. Dores de cabeça,
.:. Dores musculares,
.:. Geralmente, no quarto dia surgem manchas róseas nas extremidades, em torno do punho, tornozelo, tronco, face, pescoço, palmas das mãos e solas dos pés.
Alguns casos podem ser extremamente graves, ocorrendo necrose (morte) de tecidos. Nota-se inchaço das pálpebras e rosto, bem como das pernas, que apresentam aparência brilhante. Tosse e queda de pressão são frequentes.
Um dos problemas mais graves no diagnóstico da Febre Maculosa está na semelhança dos seus sintomas iniciais (febre, dor de cabeça etc) com o de outras doenças mais comuns, como a gripe. Isso faz que as pessoas muitas vezes não procurem o tratamento adequado no início do processo e a doença evolua para um quadro mais grave. Cerca de 80% dos indivíduos com forma grave, se não diagnosticados e tratados a tempo, evoluem para óbito.
O tratamento se faz com antibióticos, além de outros cuidados por causa de possíveis complicações, principalmente renais, neurológicas e pulmonares.
Como minimizar o risco de transmissão da Febre Maculosa
Cães e gatos são animais extremamente propícios à infestação por carrapatos, mantendo esses parasitas no ambiente doméstico. É impossível exterminar definitivamente os carrapatos, visto que eles podem ser trazidos por roedores e aves, além de possuirem um ciclo muito longo. O carrapato é um parasita extremamente resistente ao ambiente. Um único carrapato pode sobreviver por até dois anos, desenvolvendo seu ciclo.
Esteja sempre atento quando visitar locais propícios à existência de carrapatos como sítios, fazendas, jardins etc. Atualmente, com a maior proximidade dos animais nos lares e a constante realização de passeios em locais infestados, as pessoas correm mais riscos de se infectar, se não houver um programa de controle adequado.
Mantenha seus animais de estimação sempre protegidos contra carrapatos! Diminuir ao máximo a possibilidade de os carrapatos sobreviverem nos animais é uma das maneiras mais eficazes de manter a segurança de seu animal de estimação e de sua família.
A doença de Lyme é uma infecção transmitida por carrapatos aos cães e seres humanos (principalmente por ninfas do carrapato Ixodes scapularis nos EUA e Ixodees ricinus na Europa), causada por uma bactéria espiroqueta chamada Borrelia burgdorferi. A figura ao lado mostra o Ixodes scapularis.
:: Sintomas
A doença manifesta-se com uma irritação no local da picada podendo desenvolver uma lesão de pele (mancha rosada) que vai aumentando com o tempo. Podem aparecer náuseas, dores de cabeça, na nuca, nas músculos, febre e cansaço. Se não houver tratamento, a doença de Lyme poderá atingir o sistema nervoso central provocando meningite, paralisia da face, problemas cardíacos, artrites, etc.
A infecção pode causar o acometiment de diversos órgãos, inclusive a pele, o sistema nervoso, o coração e as articulações. Nos seres humanos pode haver ainda o surgimento de lesões eritematosas na pele (avermelhadas) que evoluem de forma centrífuga do local da picada do carrapato (chamado de eritema migratório), no entanto, esse achado nem sempre é frequente. Em cães, os sintomas mais comuns são dor articular aguda, letargia e febre.
A doença de Lyme é considerada atualmente a doença transmitida nos EUA, com quase 90.000 casos registrados os Centros de Controles de Doenças em 49 estados entre 1992 e 1998. Neste país existem vacinas contra a doença de Lyme, no entanto, a única forma de prevenção ainda é o controle dos carrapatos.
No Brasil, a doença de Lyme já foi diagnosticada em cães na cidade de São Paulo, nos munícipios da Baixada Fluminense (estado do Rio de Janeiro) e em áreas rurais do estado do Rio de Janeiro. A doença também já foi diagnosticada em humanos.
:: Prevenção
Uso de roupas claras cobrindo a maior parte da pele e botas altas quando em expedições à floresta, uso de repelente de insetos. As calças devem ser colocadas dentro das meias para evitar essa porta de entrada aos carrapatos. Os carrapatos, se encontrados devem ser retirados imediatamente da pele da forma apropriada, se possivel por alguém com experiência. Se não houver ninguém nas imediações, devem ser usadas pinças ou queimar levemente a cabeça do carrapato com isqueiro ou cigarro aceso de forma de que ele saia por si mesmo. Se em zona endémica é aconselhavel a consulta médica.
:: Diagnóstico e Tratamento
O dignóstico é um teste ELISA de detecção de anticorpos específicos contra a espiroqueta. A cultura é extremamente difícil assim como a visualização microscópica, já que não absorvem cores. A PCR é usada por vezes.
Apesar de todos os estágios da doença de Lyme responderem aos antibióticos, o tratamento precoce previne mais adequadamente as complicações. Nos estágios I ou II, os antibióticos amoxicilina, cefuroxima, eritromicina, doxiciclina ou macrolidio podem ser administrados pela via oral. Na doença avançada, grave ou persistente, são administrados antibióticos pela via intravenosa. Na fase III, utiliza-se ceftriaxona. Os antibióticos também ajudam a aliviar a artrite, embora possa ser necessário prolongar o tratamento por até 3 semanas. A aspirina ou outros antiinflamatórios não esteróides aliviam a dor das articulações inflamadas. O líquido acumulado nas articulações afetadas pode ser drenado.
A Babesiose Canina é uma grave doença causada por um protozoário Babesia canis, capaz de causar infecção dos glóbulos vermelhos dos cães e anemia grave. Esta doença pode ser transmitida aos cães por várias espécies de carrapatos e dentre eles, o Rhipecephalus sanguineus (carrapato vermelho do cão) é o principal responsável pela transmissao do agente. :: Sintomas
O mais comum é que, no homem, as infecções ocorram devido à infecção por Babesia microti, que é transmitida pelo carrapato I. sapularis. Foram registrados inúmeros casos, inclusive co-infecção com Borrelia burgdorferi (doença de Lyme) em pessoas.
Os animais doentes podem apresentar prostração, tristeza e emagrecimento progresssivo. O diagnóstico da doença é feito pelo Médico Veterinário, que pode tratar os animais com medicamentos específicos.
Não existem vacinas disponíveis contra a babesiose canina e a melhor forma de prevenção da doença é o controle da infestação por carrapatos.
Fonte:
1) Informativo Merial: "Doenças transmitidas por carrapatos" - Maiores informações acesse a página da Merial.
2) http://www.veludo.net
Com o passar dos anos, o desenvolvimento de novos meios de diagnóstico permitiram identificar inúmeras doenças transmitidas pelos carrapatos não apenas aos animais domésticos e selvagens, mas também aos seres humanos. Desde então, a importância da adoção de medidas preventivas (profiláticas) contra a infestação por carrapatos tem aumentado em todo o mundo.
Ciclo do Carrapato
O carrapato não precisa permanecer sobre o hospedeiro durante toda sua vida, indo frequentemente ao solo para sofrer mudanças de faseou fazera postura dos ovos. As fêmeas, depois de fecundadas e ingurgitadas (cheias de sangue) desprendem-se do hospedeiro e caem no solo para colocar seus ovos.
Após a eclosão dos ovos no meio ambiente surgem as larvas do carrapato, as quais sobem pelas gramíneas e arbustos na busca de um novo hospedeiro. Este ciclo de desenvolvimento pode variar de acordo com cada espécie de carrapato, mas em geral leva de 15 a 21 dias, havendo a passagem do carrapato pelas fases de larva, ninfa e adulto.
Quando se trata de controle de carrapatos, a diminuição da infestação do ambiente é primordial. Deste modo, a utilização de produtos específicos no ambiente (acaricidas), ou ainda, a realização da poda da vegetação e retirada de lixo é fundamental para eliminar os focos do parasita nos quintais e áreas livres por onde os animais circulam.
Doenças
A perda de sangue é uma questão importante quando se trata das infestações por carrapatos. As fêmeasde algumas especies consomem mais de 8 mL de sangue. Em alguns casos, as infestações por carrapatos atingem tal magnitude que os animais morrem por causa da perda de sangue ou por tornarem-sesusceptíveis a outras doenças devido ao estado debilitado.
Os carraptos podem transmitir várias doenças tanto aos animais quanto aos seres humanos, podendo causar doenças graves e muitas vezes fatais. Dentre as mais comuns pode-se citar: babesiose canina, erliquiose, doença de lyme e a febre maculosa.
A Erliquiose Canina é uma doença transmitida por carrapatos aos cães, mas existem relatos de gatos e seres humanos infectados por diferentes espécies de Ehrlichia sp (uma bactéria que vive obrigatoriamente dentro das células causando um tipo de infecção crônica).
:: Qual é o vetor da doença?
O principal vetor da enfermidade é o carrapato marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus). No entanto, a infecção também poderá ocorrer no momento de transfusões sangüíneas, através de agulhas ou instrumentais contaminados. O mesmo carrapato pode transmitir a babesiose, que em algumas situações pode ocorrer juntamente com a Erliquiose.
:: Sintomas
Os sinais clínicos são variáveis, destacando-se o aumento do volume de gânglios (linfonodos), aumento do fígado e aumento do baço, bem como alterações no sangue. Portanto, desta forma, os animais se encontrarão em um quadro de febre intensa, dificuldades respiratórias, alterações neurológicas, petéquias e equimoses. Lembrando-se que na fase crônica, poderá apresentar perda de peso progressiva, palidez em mucosas e sangramentos espontâneos.
Dentre os principais sintomas dos animais doentes estão:
* Prostração * Sangramentos (nasal, na pele etc)
* Falta de apetite * Desenvolvimento de anemia grave.
:: Diagnóstico e Tratamento
O médico veterinário pode fazer o diagnóstico por meio de exames laboratoriais e o tratamento é realizado com medicamentos específicos.
Do mesmo modo que a babesiose canina, atualmente não existem vacinas disponíveis no mercado para prevenção da doença que, devido a sua gravidade, deve ser prevenida por meio de um controle restrito da infestação por carrapatos.
O objetivo do tratamento é curar os animais doentes e prevenir a manutenção e a transmissão da doença pelos portadores assintomáticos (fase sub-clínica e crônica). O antibiótico conhecido como "DOXICICLINA" é considerado o principal medicamento no tratamento da Erliquiose em todas as suas fases.
:: Qual a duração do tratamento?
Os critérios para o tratamento variam de acordo com a precocidade do diagnóstico, da severidade dos sintomas clínicos e da fase da doença que o paciente se encontra quando do início do tratamento. O tratamento na fase aguda pode durar até 21 dias e na fase crônica até 8 semanas.
:: Qual o prognóstico da doença?
O prognóstico depende da fase em que a doença for diagnosticada e do início da terapia. Quanto mais cedo se diagnostica e se inicia o tratamento, melhores são as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.
:: Como prevenir a doença?
A prevenção da doença é muito importante nos canis e no locais de grande concentração de animais. Devido a inexistência de vacina contra esta enfermidade, a prevenção é realizada através do tratamento dos animais doentes e do controle do vetor da doença: o carrapato. Para tanto, produtos carrapaticidas ambientais e de uso tópico são bastante eficazes.
:: Esta doença pode ser transmitida para o homem?
Sim. Apesar de até hoje não existirem evidências de que a E. canis possa ser transmitida para o homem, existem outras espécies de Ehrlichia que podem ser transmitidas, pelo carrapato, para os cães e para o homem. Os casos de Erliquiose humana vêm aumentando muito em países como os Estados Unidos. No Brasil, esta doença ainda é pouco diagnosticada em humanos.
A Febre Maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada por uma bactéria transmitida por carrapatos. É uma doença que ataca homens e animais (entre eles, o cão) e pode levá-los à morte. Essa doença provém de uma bactéria chamada Ricketsia rickettsii. Quem "transporta" essa bactéria é o carrapato - o vetor, mais especificamente o da espécie Amblyoma cajennense, também conhecido como "carrapato-estrela", "carrapato-de-cavalo" ou "rodoleiro".
As fêmeas de carrapatos podem pôr de cinco mil a oito mil ovos antes de morrerem e, os carrapatos infectados pelas bactérias irão transmitir a doença.
Diversos outros animais ajudam a manter o ciclo da doença. Isso se aplica aos animais de companhia como cães e gatos, aves domésticas (galinhas e perus) e outros mamíferos como cavalo, boi, carneiro, cabra, porco, capivara etc.
Como ocorre a transmissão da doença
A febre maculosa é transmitida pelo carrapato infectado. A partir de quatro a seis horas após a sua fixação, a doença já pode ser transmitida. Ao contrário do que muitos pensam, os "carrapatinhos" ou "micuins" são as larvas do mesmo carrapato-estrela, e não necessariamente de outra espécie de carrapato. Da mesma forma, os "vermelhinhos" são as ninfas (formas intermediárias do ciclo de um mesmo carrapato). O homem é intensamente atacado nas fases de larvas e ninfas que podem transmitir a febre maculosa.
Após a picada pelo carrapato infectado, existe um período de incubação da doença, o qual pode durar de 2 a 14 dias. Há inúmeros relatos de mortes em várias cidades do estado de São Paulo e outras regiões do Brasil.
Principais sinais e sintomas da Febre Maculosa no homem
A doença começa subitamente com a presença de:
.:. Febre alta,
.:. Dores de cabeça,
.:. Dores musculares,
.:. Geralmente, no quarto dia surgem manchas róseas nas extremidades, em torno do punho, tornozelo, tronco, face, pescoço, palmas das mãos e solas dos pés.
Alguns casos podem ser extremamente graves, ocorrendo necrose (morte) de tecidos. Nota-se inchaço das pálpebras e rosto, bem como das pernas, que apresentam aparência brilhante. Tosse e queda de pressão são frequentes.
Um dos problemas mais graves no diagnóstico da Febre Maculosa está na semelhança dos seus sintomas iniciais (febre, dor de cabeça etc) com o de outras doenças mais comuns, como a gripe. Isso faz que as pessoas muitas vezes não procurem o tratamento adequado no início do processo e a doença evolua para um quadro mais grave. Cerca de 80% dos indivíduos com forma grave, se não diagnosticados e tratados a tempo, evoluem para óbito.
O tratamento se faz com antibióticos, além de outros cuidados por causa de possíveis complicações, principalmente renais, neurológicas e pulmonares.
Como minimizar o risco de transmissão da Febre Maculosa
Cães e gatos são animais extremamente propícios à infestação por carrapatos, mantendo esses parasitas no ambiente doméstico. É impossível exterminar definitivamente os carrapatos, visto que eles podem ser trazidos por roedores e aves, além de possuirem um ciclo muito longo. O carrapato é um parasita extremamente resistente ao ambiente. Um único carrapato pode sobreviver por até dois anos, desenvolvendo seu ciclo.
Esteja sempre atento quando visitar locais propícios à existência de carrapatos como sítios, fazendas, jardins etc. Atualmente, com a maior proximidade dos animais nos lares e a constante realização de passeios em locais infestados, as pessoas correm mais riscos de se infectar, se não houver um programa de controle adequado.
Mantenha seus animais de estimação sempre protegidos contra carrapatos! Diminuir ao máximo a possibilidade de os carrapatos sobreviverem nos animais é uma das maneiras mais eficazes de manter a segurança de seu animal de estimação e de sua família.
A doença de Lyme é uma infecção transmitida por carrapatos aos cães e seres humanos (principalmente por ninfas do carrapato Ixodes scapularis nos EUA e Ixodees ricinus na Europa), causada por uma bactéria espiroqueta chamada Borrelia burgdorferi. A figura ao lado mostra o Ixodes scapularis.
:: Sintomas
A doença manifesta-se com uma irritação no local da picada podendo desenvolver uma lesão de pele (mancha rosada) que vai aumentando com o tempo. Podem aparecer náuseas, dores de cabeça, na nuca, nas músculos, febre e cansaço. Se não houver tratamento, a doença de Lyme poderá atingir o sistema nervoso central provocando meningite, paralisia da face, problemas cardíacos, artrites, etc.
A infecção pode causar o acometiment de diversos órgãos, inclusive a pele, o sistema nervoso, o coração e as articulações. Nos seres humanos pode haver ainda o surgimento de lesões eritematosas na pele (avermelhadas) que evoluem de forma centrífuga do local da picada do carrapato (chamado de eritema migratório), no entanto, esse achado nem sempre é frequente. Em cães, os sintomas mais comuns são dor articular aguda, letargia e febre.
A doença de Lyme é considerada atualmente a doença transmitida nos EUA, com quase 90.000 casos registrados os Centros de Controles de Doenças em 49 estados entre 1992 e 1998. Neste país existem vacinas contra a doença de Lyme, no entanto, a única forma de prevenção ainda é o controle dos carrapatos.
No Brasil, a doença de Lyme já foi diagnosticada em cães na cidade de São Paulo, nos munícipios da Baixada Fluminense (estado do Rio de Janeiro) e em áreas rurais do estado do Rio de Janeiro. A doença também já foi diagnosticada em humanos.
:: Prevenção
Uso de roupas claras cobrindo a maior parte da pele e botas altas quando em expedições à floresta, uso de repelente de insetos. As calças devem ser colocadas dentro das meias para evitar essa porta de entrada aos carrapatos. Os carrapatos, se encontrados devem ser retirados imediatamente da pele da forma apropriada, se possivel por alguém com experiência. Se não houver ninguém nas imediações, devem ser usadas pinças ou queimar levemente a cabeça do carrapato com isqueiro ou cigarro aceso de forma de que ele saia por si mesmo. Se em zona endémica é aconselhavel a consulta médica.
:: Diagnóstico e Tratamento
O dignóstico é um teste ELISA de detecção de anticorpos específicos contra a espiroqueta. A cultura é extremamente difícil assim como a visualização microscópica, já que não absorvem cores. A PCR é usada por vezes.
Apesar de todos os estágios da doença de Lyme responderem aos antibióticos, o tratamento precoce previne mais adequadamente as complicações. Nos estágios I ou II, os antibióticos amoxicilina, cefuroxima, eritromicina, doxiciclina ou macrolidio podem ser administrados pela via oral. Na doença avançada, grave ou persistente, são administrados antibióticos pela via intravenosa. Na fase III, utiliza-se ceftriaxona. Os antibióticos também ajudam a aliviar a artrite, embora possa ser necessário prolongar o tratamento por até 3 semanas. A aspirina ou outros antiinflamatórios não esteróides aliviam a dor das articulações inflamadas. O líquido acumulado nas articulações afetadas pode ser drenado.
A Babesiose Canina é uma grave doença causada por um protozoário Babesia canis, capaz de causar infecção dos glóbulos vermelhos dos cães e anemia grave. Esta doença pode ser transmitida aos cães por várias espécies de carrapatos e dentre eles, o Rhipecephalus sanguineus (carrapato vermelho do cão) é o principal responsável pela transmissao do agente. :: Sintomas
O mais comum é que, no homem, as infecções ocorram devido à infecção por Babesia microti, que é transmitida pelo carrapato I. sapularis. Foram registrados inúmeros casos, inclusive co-infecção com Borrelia burgdorferi (doença de Lyme) em pessoas.
Os animais doentes podem apresentar prostração, tristeza e emagrecimento progresssivo. O diagnóstico da doença é feito pelo Médico Veterinário, que pode tratar os animais com medicamentos específicos.
Não existem vacinas disponíveis contra a babesiose canina e a melhor forma de prevenção da doença é o controle da infestação por carrapatos.
Fonte:
1) Informativo Merial: "Doenças transmitidas por carrapatos" - Maiores informações acesse a página da Merial.
2) http://www.veludo.net
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Doação
"-Tenho 3 filhos, mas 1
deles enjoa quando viajamos de carro. Por isso, quero doá-lo."
"-Tenho
2 filhos mas vou me mudar para um apartamento menor. Por isso, tenho
que doar pelo menos 1 deles."
"-Tenho 2 filhos e vou me casar em
Junho. Ocorre que meu noivo não gosta de crianças. Por isso, preciso
doá-los."
"- Estou de mudança: tenho para doar uma mesa de jantar
de 8 lugares e 1 filho. Motivo: casa pequena."
"-Preciso
doar um filho pequeno que sobe no sofá e na minha cama. "
"-Tenho
um filho, engravidei , meu segundo filho esta para nascer , preciso
doar um filho , além da casa ser pequena , não tenho tempo para os
dois".
"-Tenho um filho que ainda é muito criança , não sabe
fazer xixi no lugar certo , desarruma a casa , dá muito trabalho ,
preciso doá-lo urgentemente".
VOCÊ ABANDONARIA SEU FILHO
??? ENTÃO POR QUÊ ABANDONAR SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO?
ANIMAL NÃO É
BRINQUEDO. SENTE FOME, FRIO E MEDO. SOFRE DE TRISTEZA!!! É
MALTRADADO NAS RUAS E MORRE!!!
CHEGA DE PESSOAS COVARDES CHEIAS
DE DESCULPAS ESFARRAPADAS!!!
DIGA NÃO AO ABANDONO, NÃO IMPORTA A
ESPÉCIE!!!
DIGA SIM A POSSE RESPONSÁVEL!
)desconheço o autor, mas quem souber por favor me avise - ele merece todo o crédito)
deles enjoa quando viajamos de carro. Por isso, quero doá-lo."
"-Tenho
2 filhos mas vou me mudar para um apartamento menor. Por isso, tenho
que doar pelo menos 1 deles."
"-Tenho 2 filhos e vou me casar em
Junho. Ocorre que meu noivo não gosta de crianças. Por isso, preciso
doá-los."
"- Estou de mudança: tenho para doar uma mesa de jantar
de 8 lugares e 1 filho. Motivo: casa pequena."
"-Preciso
doar um filho pequeno que sobe no sofá e na minha cama. "
"-Tenho
um filho, engravidei , meu segundo filho esta para nascer , preciso
doar um filho , além da casa ser pequena , não tenho tempo para os
dois".
"-Tenho um filho que ainda é muito criança , não sabe
fazer xixi no lugar certo , desarruma a casa , dá muito trabalho ,
preciso doá-lo urgentemente".
VOCÊ ABANDONARIA SEU FILHO
??? ENTÃO POR QUÊ ABANDONAR SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO?
ANIMAL NÃO É
BRINQUEDO. SENTE FOME, FRIO E MEDO. SOFRE DE TRISTEZA!!! É
MALTRADADO NAS RUAS E MORRE!!!
CHEGA DE PESSOAS COVARDES CHEIAS
DE DESCULPAS ESFARRAPADAS!!!
DIGA NÃO AO ABANDONO, NÃO IMPORTA A
ESPÉCIE!!!
DIGA SIM A POSSE RESPONSÁVEL!
)desconheço o autor, mas quem souber por favor me avise - ele merece todo o crédito)
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Entevista concedida ao colunista Léo Chaves do Jornal Panorama Regional de santos Dumont - M.G.
Médico Veterinário alerta para os cuidados com animais de estimação
Na última semana, nossa reportagem conversou com o Médico Veterinário, Dr. Roberto Augusto Albanese de Castro, registrado no CRMV-MG sob o número 8858. Esta reportagem tem o intuito de alertar e orientar a população sandu-monense em relação a alguns cuidados com seus animais de estimação, prin-cipalmente o fato de não procurar pessoas curiosas ou leigos e sim os profissi-onais devidamente capacitados para efetuarem qualquer procedimento Médico Veterinário.
Léo Chaves: Dr. Roberto Augusto, qual é a sua área de atuação?
Dr. Roberto. Atualmente atendo pequenos animais em meu consultório, situado à Rua Afonso Pena 109 – centro, que se encontra registrado no CRMV-MG (Conselho Regio-nal de Medicina Veterinária) sob o número 11800 e atendo também em domicílio quan-do solicitado.
L.C.: Quando fala em pequenos animais, a quais animais se refere?
Pequenos animais são os que chamamos de animais de companhia como cães, gatos, pequenos roedores (hamsters e porquinho da índia) e aves (canários belgas, canarios rol-ler, periquitos, agapornis, calopsitas, etc.). Vale a pena lembrar que as aves da nossa fauna (canário da terra, azulão, trinca ferro, etc.), só devem ser mantidos em cativeiro quando a pessoa for devidamente registrada no IBAMA e adquiridos de criatórios tam-bém registrados.
L.C.: Já atuou em outras áreas que não pequenos animais?
Sim, já atuei como Responsável Técnico em uma agropecuária, e fiz estágio supervisio-nado na Vigilância Sanitária Municipal, em Santos Dumont, e no Instituto de Laticínios Candido Tostes, em Juiz de fora, quando terminava a graduação. Na área de Grandes animais / animais de produção, nunca atuei, mas saliento que Santos Dumont possui ótimos veterinários nessa área. Também estou apto a emitir laudos técnicos para criado-res de aves que queiram atualizar ou regularizar seus registros perante o IBAMA.
L.C.: Quais as reclamações mais freqüentes em seu consultório?
A grande maioria das reclamações dos proprietários inclui animais com sintomas que chamamos de clássicos: Vômito, diarréia, falta de apetite, desanimo, etc., que podem indicar uma virose e nesse caso podemos realizar exames específicos para termos um diagnóstico preciso. Existem ainda os atropelamentos e quedas que são em bom número, mas o que mais traz problemas ao veterinário são as indicações de medicamentos recebida pelos proprietários e que muitas vezes atrapalha o melhor tratamento, pois difi-culta o bom diagnóstico.
L.C.: Como assim “indicações de medicamentos”?
O proprietário já chega ao consultório com o animal medicado com vários medicamentos (alguns inclusive de uso humano), pois o cachorro ou gato do vizinho ou de um amigo apresentou o mesmo problema. Sintomas iguais podem significar doenças diferentes. Alguns repetem medicamentos receitados anteriormente para o mesmo animal ou até mesmo para outro animal da mesma casa. Não recomendo essa prática de maneira alguma.
L.C.: E se essa indicação foi feita em uma agropecuária?
O CRMV-MG, através do código de ética profissional do Médico Veterinário, diz em seu artigo 13 que é vedado ao Médico Veterinário:
“Item XV – receitar sem prévio exame clínico do paciente.
Item XIX – atender clinica e/ou cirurgicamente, ou receitar, em estabelecimento comer-cial.”
No manual para orientação para responsabilidade técnica, que todos os médicos veteri-nários recebem ao se inscreverem no conselho, item 4.5, subitem “m” diz:
“... proibição do atendimento clínico, vacinação e prescrição de medicamentos no inte-rior do estebelecimento...”. no caso do estabelecimento possuir consultório ou clinica, com acesso independente do acesso da loja, os procedimentos podem ser realizados, mas somente por médico veterinário capacitado e registrado no CRMV-MG.
L.C.: Quais as raças mais recomendadas?
Vai depender de vários fatores pelos quais você deseja ter um cachorro ou um gato. São muitas raças de diferentes aptidões como companhia, guarda, caça, etc., comportamen-tos diferentes. Quando eu falo em várias raças, cito 187 de cães e 58 de gatos aproxima-damente. Infelizmente tem-se o hábito de adquirir uma animal por modismo, principal-mente cães, foi assim com pastores alemães nas décadas de 1920 até 1960 com o Rin tin tin, com os seriados televisivos do vira-latas Benji e da collie Lassie na década de 1980, nos anos 90 com 101 dalmatas e Beethoven e mais recentemente com o labrador Marley e o akita Hachi.
L.C.: Quais são esses fatores a serem observados?
Deve tem bastante certeza de que se quer um animal de estimação, depois verificar o espaço que terá disponível para ele em sua casa ou apartamento. Dentro desses fatores, encontram-se os gastos com veterinário (vacinação, consultas periódicas, emergências fora de hora, medicamentos, etc.). Logo depois disso vem a escolha da raça, do tempe-ramento, da idade, do sexo. Principalmente deve-se escolher a “origem” do seu cão ou gato. É importante também que se escolha uma ração de boa qualidade para que o seu animal tenha um desenvolvimento adequado. Já existem marcas de rações de excelente qualidade que vendem pacotes menores, por exemplo 1kg, para cães pequenos. O local onde ela deve ser guardada e a quantidade diária que deve ser administradas ao animal deve ser do conhecimento do proprietário.
L.C.: Quais os cuidados básicos após a aquisição?
Após observar todos esses fatores, meu conselho é procurar um criador que possua uma ninhada e observar o filhote junto dela, seu comportamento deve ser ativo e brincalhão, pele íntegra, sem secreção nos olhos e / ou nariz. Evite a compra em lojas ou pets, mas caso não seja possível, peça um laudo de saúde do animal juntamente com o cartão de vacina assinado pelo Médico Veterinário. Caso desejar, leve o animal ao médico veteri-nário de sua confiança antes de finalizar a compra, para garantir a perfeita saúde dele.
L.C.: Depois de todos esses cuidados ele este pronto para ir para casa e passear comi-go?
Se realmente escolheu um filhote, o ideal é procurar um Médico Veterinário para saber qual é o melhor procedimento de vacinação a seguir, pois ele só poderá passear após o processo completo de vacinação. Volto a lembrar que o CRMV-MG PROÍBE a vacina-ção em agropecuárias. Recomendo que o banho também seja dado em casa, com a utili-zação de uma banheira com água morna, xampu especial para cães ou infantil, secar com uma toalha e após com um secador. Após o período de vacinação, o veterinário ira lhe informar a época certa para o mesmo sair à rua com você.
L.C.: Posso dar comida caseira para ele? Arroz e feijão?
Não devemos dar comida para os animais, exceto em caso especiais onde há prescrição do médico veterinário. Existe no mercado, rações balanceadas de excelente qualidade, ideais para o seu animal de estimação. Alimentos premium são as marcas fortes dos fabricantes. Temos também as linhas super-premium, veterinary diet (específicas para animais obesos, com problemas renais, diabéticos, etc.) e as preparadas para determina-das raças. Todas essas são separadas por porte e etapa de vida. É muito importante que observemos a data de validade das rações adquiridas, bem como a forma de armazena-mento do local onde comprou para que esteja bem conservada e não faça mal ao seu animal.
L.C.: Qual a idade ideal para começar o adestramento do filhote?
Alguns profissionais sugerem a partir do sétimo ou oitavo mês de vida, mas a partir dos 4 meses você mesmo já pode ensiná-lo os comandos básicos como sentar, ficar, andar ao seu lado, não mexer onde deve etc.
L.C.: Quais os cuidados com o ambiente onde o animal ficará?
No ambiente é ideal a utilização de produtos neutros ou específicos para animais, caso contrário o animal pode adquirir um problema de saúde pelo contato com produtos qui-micos.
L.C.: Qual a sua opinião sobre os animais de rua?
Em nosso município, existe um grande número de animais livres, em sua maioria vira-latas ou SRD (sem raça definida). O que me preocupa são as zoonoses que eles podem nos transmitir, como sarnas e raiva e também o período de cio das fêmeas em que se forma um grupo de machos disputando a atenção delas. Esses machos tendem a se en-frentar e pode causar acidentes envolvendo automóveis, motos e pedestres. Esse grande número de animais acaba se tornando um problema de saúde pública assim como os pombos, que através da inalação da poeira contendo fezes secas, podem nos causar To-xoplasmose, psitacose, salmonelose, meningite e alergias (por causa dos piolhos, ácaros e pulgas).
L.C.: Qual a sua sugestão para esses problemas?
Em ambos os casos a esterilização dos animais é a melhor solução. Para os cães, a médio e longo prazo, acarretaria uma diminuição considerável no número de animais nas ruas, uma vez que a média de nascimentos de uma cadela de aproximadamente 15 kg é de 6 filhotes a cada gestação. Para os pombos, um anticoncepcional administrado juntamente com grãos faria com que entre 9 e 10 ovos das pombas se tornassem inférteis, diminuindo a sua população.
L.C.: Qual a mensagem que você deixa para a população?
É importante que os donos de animais de estimação se conscientizem da importância do Médico Veterinário, realizem sempre a vacinação anual do seu animalzinho, não só a campanha do governo, mas também a vacinação contra as doenças que podem separar você do seu bichinho. O medico Veterinário é o melhor amigo do seu melhor amigo.
Na última semana, nossa reportagem conversou com o Médico Veterinário, Dr. Roberto Augusto Albanese de Castro, registrado no CRMV-MG sob o número 8858. Esta reportagem tem o intuito de alertar e orientar a população sandu-monense em relação a alguns cuidados com seus animais de estimação, prin-cipalmente o fato de não procurar pessoas curiosas ou leigos e sim os profissi-onais devidamente capacitados para efetuarem qualquer procedimento Médico Veterinário.
Léo Chaves: Dr. Roberto Augusto, qual é a sua área de atuação?
Dr. Roberto. Atualmente atendo pequenos animais em meu consultório, situado à Rua Afonso Pena 109 – centro, que se encontra registrado no CRMV-MG (Conselho Regio-nal de Medicina Veterinária) sob o número 11800 e atendo também em domicílio quan-do solicitado.
L.C.: Quando fala em pequenos animais, a quais animais se refere?
Pequenos animais são os que chamamos de animais de companhia como cães, gatos, pequenos roedores (hamsters e porquinho da índia) e aves (canários belgas, canarios rol-ler, periquitos, agapornis, calopsitas, etc.). Vale a pena lembrar que as aves da nossa fauna (canário da terra, azulão, trinca ferro, etc.), só devem ser mantidos em cativeiro quando a pessoa for devidamente registrada no IBAMA e adquiridos de criatórios tam-bém registrados.
L.C.: Já atuou em outras áreas que não pequenos animais?
Sim, já atuei como Responsável Técnico em uma agropecuária, e fiz estágio supervisio-nado na Vigilância Sanitária Municipal, em Santos Dumont, e no Instituto de Laticínios Candido Tostes, em Juiz de fora, quando terminava a graduação. Na área de Grandes animais / animais de produção, nunca atuei, mas saliento que Santos Dumont possui ótimos veterinários nessa área. Também estou apto a emitir laudos técnicos para criado-res de aves que queiram atualizar ou regularizar seus registros perante o IBAMA.
L.C.: Quais as reclamações mais freqüentes em seu consultório?
A grande maioria das reclamações dos proprietários inclui animais com sintomas que chamamos de clássicos: Vômito, diarréia, falta de apetite, desanimo, etc., que podem indicar uma virose e nesse caso podemos realizar exames específicos para termos um diagnóstico preciso. Existem ainda os atropelamentos e quedas que são em bom número, mas o que mais traz problemas ao veterinário são as indicações de medicamentos recebida pelos proprietários e que muitas vezes atrapalha o melhor tratamento, pois difi-culta o bom diagnóstico.
L.C.: Como assim “indicações de medicamentos”?
O proprietário já chega ao consultório com o animal medicado com vários medicamentos (alguns inclusive de uso humano), pois o cachorro ou gato do vizinho ou de um amigo apresentou o mesmo problema. Sintomas iguais podem significar doenças diferentes. Alguns repetem medicamentos receitados anteriormente para o mesmo animal ou até mesmo para outro animal da mesma casa. Não recomendo essa prática de maneira alguma.
L.C.: E se essa indicação foi feita em uma agropecuária?
O CRMV-MG, através do código de ética profissional do Médico Veterinário, diz em seu artigo 13 que é vedado ao Médico Veterinário:
“Item XV – receitar sem prévio exame clínico do paciente.
Item XIX – atender clinica e/ou cirurgicamente, ou receitar, em estabelecimento comer-cial.”
No manual para orientação para responsabilidade técnica, que todos os médicos veteri-nários recebem ao se inscreverem no conselho, item 4.5, subitem “m” diz:
“... proibição do atendimento clínico, vacinação e prescrição de medicamentos no inte-rior do estebelecimento...”. no caso do estabelecimento possuir consultório ou clinica, com acesso independente do acesso da loja, os procedimentos podem ser realizados, mas somente por médico veterinário capacitado e registrado no CRMV-MG.
L.C.: Quais as raças mais recomendadas?
Vai depender de vários fatores pelos quais você deseja ter um cachorro ou um gato. São muitas raças de diferentes aptidões como companhia, guarda, caça, etc., comportamen-tos diferentes. Quando eu falo em várias raças, cito 187 de cães e 58 de gatos aproxima-damente. Infelizmente tem-se o hábito de adquirir uma animal por modismo, principal-mente cães, foi assim com pastores alemães nas décadas de 1920 até 1960 com o Rin tin tin, com os seriados televisivos do vira-latas Benji e da collie Lassie na década de 1980, nos anos 90 com 101 dalmatas e Beethoven e mais recentemente com o labrador Marley e o akita Hachi.
L.C.: Quais são esses fatores a serem observados?
Deve tem bastante certeza de que se quer um animal de estimação, depois verificar o espaço que terá disponível para ele em sua casa ou apartamento. Dentro desses fatores, encontram-se os gastos com veterinário (vacinação, consultas periódicas, emergências fora de hora, medicamentos, etc.). Logo depois disso vem a escolha da raça, do tempe-ramento, da idade, do sexo. Principalmente deve-se escolher a “origem” do seu cão ou gato. É importante também que se escolha uma ração de boa qualidade para que o seu animal tenha um desenvolvimento adequado. Já existem marcas de rações de excelente qualidade que vendem pacotes menores, por exemplo 1kg, para cães pequenos. O local onde ela deve ser guardada e a quantidade diária que deve ser administradas ao animal deve ser do conhecimento do proprietário.
L.C.: Quais os cuidados básicos após a aquisição?
Após observar todos esses fatores, meu conselho é procurar um criador que possua uma ninhada e observar o filhote junto dela, seu comportamento deve ser ativo e brincalhão, pele íntegra, sem secreção nos olhos e / ou nariz. Evite a compra em lojas ou pets, mas caso não seja possível, peça um laudo de saúde do animal juntamente com o cartão de vacina assinado pelo Médico Veterinário. Caso desejar, leve o animal ao médico veteri-nário de sua confiança antes de finalizar a compra, para garantir a perfeita saúde dele.
L.C.: Depois de todos esses cuidados ele este pronto para ir para casa e passear comi-go?
Se realmente escolheu um filhote, o ideal é procurar um Médico Veterinário para saber qual é o melhor procedimento de vacinação a seguir, pois ele só poderá passear após o processo completo de vacinação. Volto a lembrar que o CRMV-MG PROÍBE a vacina-ção em agropecuárias. Recomendo que o banho também seja dado em casa, com a utili-zação de uma banheira com água morna, xampu especial para cães ou infantil, secar com uma toalha e após com um secador. Após o período de vacinação, o veterinário ira lhe informar a época certa para o mesmo sair à rua com você.
L.C.: Posso dar comida caseira para ele? Arroz e feijão?
Não devemos dar comida para os animais, exceto em caso especiais onde há prescrição do médico veterinário. Existe no mercado, rações balanceadas de excelente qualidade, ideais para o seu animal de estimação. Alimentos premium são as marcas fortes dos fabricantes. Temos também as linhas super-premium, veterinary diet (específicas para animais obesos, com problemas renais, diabéticos, etc.) e as preparadas para determina-das raças. Todas essas são separadas por porte e etapa de vida. É muito importante que observemos a data de validade das rações adquiridas, bem como a forma de armazena-mento do local onde comprou para que esteja bem conservada e não faça mal ao seu animal.
L.C.: Qual a idade ideal para começar o adestramento do filhote?
Alguns profissionais sugerem a partir do sétimo ou oitavo mês de vida, mas a partir dos 4 meses você mesmo já pode ensiná-lo os comandos básicos como sentar, ficar, andar ao seu lado, não mexer onde deve etc.
L.C.: Quais os cuidados com o ambiente onde o animal ficará?
No ambiente é ideal a utilização de produtos neutros ou específicos para animais, caso contrário o animal pode adquirir um problema de saúde pelo contato com produtos qui-micos.
L.C.: Qual a sua opinião sobre os animais de rua?
Em nosso município, existe um grande número de animais livres, em sua maioria vira-latas ou SRD (sem raça definida). O que me preocupa são as zoonoses que eles podem nos transmitir, como sarnas e raiva e também o período de cio das fêmeas em que se forma um grupo de machos disputando a atenção delas. Esses machos tendem a se en-frentar e pode causar acidentes envolvendo automóveis, motos e pedestres. Esse grande número de animais acaba se tornando um problema de saúde pública assim como os pombos, que através da inalação da poeira contendo fezes secas, podem nos causar To-xoplasmose, psitacose, salmonelose, meningite e alergias (por causa dos piolhos, ácaros e pulgas).
L.C.: Qual a sua sugestão para esses problemas?
Em ambos os casos a esterilização dos animais é a melhor solução. Para os cães, a médio e longo prazo, acarretaria uma diminuição considerável no número de animais nas ruas, uma vez que a média de nascimentos de uma cadela de aproximadamente 15 kg é de 6 filhotes a cada gestação. Para os pombos, um anticoncepcional administrado juntamente com grãos faria com que entre 9 e 10 ovos das pombas se tornassem inférteis, diminuindo a sua população.
L.C.: Qual a mensagem que você deixa para a população?
É importante que os donos de animais de estimação se conscientizem da importância do Médico Veterinário, realizem sempre a vacinação anual do seu animalzinho, não só a campanha do governo, mas também a vacinação contra as doenças que podem separar você do seu bichinho. O medico Veterinário é o melhor amigo do seu melhor amigo.
Assinar:
Postagens (Atom)
