quinta-feira, 23 de julho de 2009

Cocker Spaniel Inglês



Ele provém do Spaniel da idade média na Grã-Bretanha desde o século XIV, em meados de 1600, muitos tipos de spainels eram utilizados como cães de aponte na Europa ocidental. Por volta do século XVIII, ele esta especializado para a caça à galinhola, raça muito popular (a mais difundida dos spainels), é considerada hoje um modelo de cão de companhia.
Cão muito ativo, brincalhão, inteligente, vivo, considerado grande caçador de caça de pelos e penas em terrenos difíceis, pode ser bastante voluntarioso. Dotado de grande faro, sua busca é agitada e após apontar a caça a perseguia.
Sua cabeça e seu focinho têm o mesmo tamanho com um stop definido entre eles, ossos malares pouco proeminentes e narinas bem desenvolvidas, possui olhos grandes, marrom-escuro ou avelã em harmonia com a pelagem, orelhas longas, de inserção baixa niveladas na altura dos olhos e coberta por pelos lisos e sedosos.
Corpo cheio, inscrito em um quadrado. Pescoço de comprimento moderado, musculoso sem papada, o peito é bem desenvolvido, costelas bem arqueadas, lombo curto e largo. Possui membros curtos, de boa ossatura, patas redondas e firmes ( patas de gato) almofadas plantares espessas, as unhas geralmente combinam com a pelagem. A causa é fixada baixa, mantida horizontalmente e nunca levantada, amputada, o remexer contínuo da extremidade da cauda é uma das características do cão em ação.
De pelo chato e sedoso, nunca do tipo arame nem ondulado, franjas nos membros e sobre o corpo, possui cores variadas, mas nos unicolores o branco só é admitido no peito. Uma escovação regular se faz necessária, assim como a tosa higiênica entre os dedos e nas orelhas. É recomendável que se faça a tosa duas a três vezes ao ano.
Os machos medem entre 39 e 41cm e as fêmeas entre 38 e 39cm, ambos têm peso entre 12 e 14,5kg.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Rottweiler




Existe uma divisão sobre a descendência deste típico alemão: do boieiro Bávaro ou dos Molossos introduzidos na Alemanha por ocasião das invasões romanas, o certo é que, já na Idade Média, na cidade de Rottweil, em Würtemberg este cão poderoso e corajoso guardava os rebanhos e defendia os vendedores de gados contra bandidos sendo assim chamado de boiadeiro alemão;a grande corporação dos açougueiros o adotou, fazendo então surgir a alcunha de “cão de açougueiro de Rottweil”.O primeiro clube da raça surgiu em 1907 e em 1910 foi inserido oficialmente na força policial alemã. Durante a primeira guerra mundial, foi amplamente utilizado pelo exercito alemão, mas só foi reconhecido definitivamente em 1966, tendo reputação mundial alcançada a partir de 1970.
Possui cabeça forte, maxilares poderosos, lábios pretos e ajustados; seus olhos são amendoados e de uma cor marrom escura; orelhas inseridas no alto da cabeça, afastadas, pendulares e voltadas para frente; seu corpo atarracado possui um pesco-ço poderoso, peito espaçoso, costelas arqueadas, garupa larga e ligeiramente arre-dondada; suas patas são redondas, com dígitos bem fechados e arqueados, finali-zando membros fortes e musculosos; sua cauda é amputada, com no máximo duas vértebras; pelo médio, áspero ao tato liso e cerrado, de uma tonalidade preta com marcas fogo bem delimitadas nas bochechas, focinho, acima dos olhos, face interna do pescoço, antepeito, membros e na base da cauda.
Robusto, resistente, equilibrado, tranqüilo, mas com um temperamento forte e um espírito dominador (especialmente os machos). Nunca late inutilmente, dedicado e muito afeiçoado ao seu dono, é muito paciente com as crianças. Guardião eficiente é capaz de ser agressivo com estranhos. Requer uma educação precoce e muito firme, mas sem brutalidade de modo a obter uma obediência impecável. Com um adestramento cruel e descontrolado, tornar-se-á uma arma temível.
Machos alcançam altura de 61 a 68 cm, pesando aproximadamente 50 kg, e fê-meas alcançam de 56 a 63 cm de altura pesando aproximadamente 42 kg.
Precisa de muito espaço e exercício, não suporta ficar fechado nem preso. Teme muito o calor. Muito utilizado para guarda, companhia, cão policial e do exército.

EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO

Gostaria de tocar em um assunto delicado e que vem causando indignação aos profissionais médicos veterinários de Santos Dumont: O EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO!
Existe na cidade uma pessoa, que se diz treinado por um(a) Médico(a) veteriná-rio(a) da cidade, que realiza cirurgias de Conchectomia: o corte das orelhas de cães da raça pitbull.
Em uma conversa recente com os veterinários que atuam no município, ficou claro que nenhum deles orientou, treinou ou capacitou NINGUÉM para tal atividade, mesmo porque, não haveria motivos para que esse treinamento existisse sendo que os profissionais da área realizam o procedimento com toda a segurança necessária.
Por que motivo deixar uma pessoa, que não passou no vestibular e nem estudou o tempo necessário, realizar um procedimento cirúrgico?
Fui informado por uma pessoa que assistiu ao procedimento do seu animal, que esta pessoa não usa de medicamentos, e quando cito medicamentos, incluo sedativos e anestesias para dar início ao procedimento, o que com certeza causa muita dor e sofri-mento aos animais.
A lei Nº5517 de 23 de outubro de 1968 diz:
Art. 2º Só é permitido o exercício da profissão de médico-veterinário:
a) aos portadores de diplomas expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas e registradas na Diretoria do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultu-ra;
b) aos profissionais diplomados no estrangeiro que tenham revalidado e registrado seu diploma no Brasil, na forma da legislação em vigor.
Art. 3º O exercício das atividades profissionais só será permitido aos portadores de car-teira profissional expedida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária ou pelos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária criados na presente lei.
É importante ressaltar, que nem mesmo os acadêmicos que se encontram em perí-odos finais do curso de Medicina Veterinária, podem realizar qualquer procedimento sem a presença de um professor ou orientador de estágio, se esta pessoa não se enquadra dentro dos artigos da lei e, nem mesmo é estudante acompanhado por um profissional capacitado e regulamentado por lei, ele exerce a profissão ilegalmente e é considerado charlatão.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

CHOW CHOW


Na China, onde é muito popular há mais de 2000 anos, tem o nome de Choo (cão de caça). Os Hunos, os Mongóis, os Tártaros o utilizavam na guerra, na tração, na caça e na tração. Por muitas vezes era comido (chow = alimento) e o seu pelo ser-via de vestuário. Na Europa, seu aparecimento data de 1865, ano em que a rainha Vitória, da Inglaterra recebeu um magnífico exemplar. Uma criação sistemática foi iniciada neste pais no ano de 1887, especialmente para o tornar mais sociável, a raça foi reconhecida pelo Kennel Club em 1894, tornou-se um cão de companhia de luxo.
Possui uma cabeça volumosa, crânio achatado e largo, focinho largo, a língua, o palato e os lábios são de cor Violeta escura, as gengivas pretas. Seus olhos são amendoados, pequenos, escuros; nos azuis e amarelos se permite uma coloração da cor do pelo. As orelhas pequenas, espessas, bem afastadas, retas, rígidas, voltadas para frente, dando ao cão sua expressão característica, o “Scowl” ( ar enfatizado devido à expressão franzida). O corpo é bem proporcionado, pescoço forte, cheio; peito largo, bem descido, costelas arqueadas, dorso curto, horizontal, forte, lombo curto e possante; seus membros são musculosos, de boa ossatura, ausência de angulações dos membros posteriores, o que explica sua maneira de andar, patas pequenas e redondas. A cauda de inserção alta é mantida bem sobre o dorso. Pêlo: longo – muito abundante, denso, reto, separado, rude. Especialmente espesso em volta do pescoço (colar ou juba) e na parte de trás das coxas; curto - abundante, denso, reto, com textura de pelúcia. A pelagem é unicolor preta, vermelha, azul, creme, braça ou amarela, freqüentemente matizada, mas sem manchas ou pluricolor, a parte inferior da cauda e a região posterior das coxas são mais claras. Altura entre 48 e 56 cm para os machos pesando de 20 a 25 kg e entre 46 e 51 cm para as fêmeas, pesando de 18 a 20.
Robusto, corajoso independente e calmo, mostra ter grande personalidade e suscetibilidade, muito ligado ao proprietário embora pouco demonstre, muito descon-fiado com estranhos, é um bom guarda, tumultuoso com outros cães, sua educação firme, mas com suavidade e paciência deve ser iniciada bem cedo. Adapta-se bem a cidade desde que possa fazer grandes caminhadas diárias, escovação e penteação diárias necessárias. Detesta estar preso e não gosta do calor.
Muito utilizado para guarda, caça, tração companhia e pastoreio.

DALMATA


Acredita-se que o Dálmata tem sua origem provavelmente na região mediterrânea, mais precisamente na Dalmácia ou de ter sido largamente utilizado nesta região durante a guerra dos Balcãs, de onde provem o seu nome. Teria se originado do Braco de Bengala (hoje desaparecido) em cruzamentos com o Bull-Terrier e o Pointer. No século XVII foram encon-trados traços de sua presença na Itália, onde estava em voga no Vaticano. Já no século XVIII, na Inglaterra, se torna um cão de luxo, acompanhando carruagens e tendo adiquiridoo nome de “cão de coche”. Tornou-se mascote do corpo de bombeiros nos EUA, onde o desenho “Os 101 Dálmatas” (1961), de Walt Disney, o ajudou em popularidade.
Possui a cabeça longa, crânio plano, focinho longo, possante e não afilado, mandíbulas possantes, lábios ajustados e não flutuantes. Seus olhos são de tamanho médio, afastados, redondos, escuros nos cães com manchas castanhas, médio a âmbar nos com manchas fí-gado. As orelhas são inseridas no alto, de tamanho médio e portadas contras a cabeça, com textura fina, magras e com manchas numulares.
Seu corpo se inscreve num quadrado, o pescoço é de comprimento moderado, muito harmonioso e sem barbela, peito alto e amplo, costelas arqueadas, dorso reto e possante, lombo bem musculoso e ligeiramente aumentado. Membros musculosos de ossatura sólida patas redondas e firmes, com almofadas plantares duras.
Seu pelo é curto, duro, denso e liso e sua pelagem possui cor de fundo branca com manchas pretas ou em marrom-fígado, as manchas não devem se confundir, mas devem ser redondas, de desenho nítido, bem espalhadas, com um diâmetro de 2 a 3 cm. As manchas da cabeça, cauda e extremidades devem ser de tamanho menor. A cauda forte na inserção vai diminuindo gradualmente para a extremidade, portada com uma ligeira curva para cima, mas nunca enrolada.
Os machos tem uma altura entre 56 e 61 cm, pesando cerca de 27 kg e as fêmeas, 54 a 59 cm, pesando cerca de 24 kg.
Robusto, resistente e esportivo, este cão foi utilizado inicialmente para tiro e a-companhante de carruagens. Calmo, dócil, afetuoso, muito meigo com as crianças, é um companheiro agradável, pouco ladrador, sem ser agressivo, é um pouco distante com estranhos e mostra ser um bom guarda.
Adapta-se ao apartamento se puder gastar sua energia suficientemente, a esco-vação é regular. Vale ressaltar que os filhotes nascem completamente brancos, as manchas só aparecem progressivamente e só se definem com um ano de idade.
Muito utilizado como cão de companhia, guia para cegos e cão de guarda.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Tártaro em pequenos animais.

Você provavelmente já se perguntou por que o seu cão ou gato, em al-gum momento da vida apresenta um odor desagradável na boca, o famoso “BAFO”, basta observar e verá que ele apresenta uma placa de material macio amarelado-esbranquiçado nos dentes.
Para a formação desta placa é necessário que seja formada no dente uma película constituída por glicoproteínas da saliva e é nessa película que irão se ligar bactérias gram-positivas nos primeiros dias de formação da placa, que pode ser retirada facilmente do dente. Quanto mais se demora na remoção dessa placa, mais ela vai acumulando bactérias e cálcio, presentes na própria saliva, e se tornará um calculo acinzentado, e com aspecto e odor desagradáveis, podendo evoluir para uma gengivite e até mesmo ocasionar a perda de dentes do seu animal de estimação.
A prevenção da placa pode ser realizada utilizando-se vários dispositivos de escovação destinados ao uso veterinário, como escovas de vários tama-nhos e modelos, dentifrícios de uso veterinário, compressas de gaze e outros materiais. Dentifrícios humanos não são recomendados, uma vez que podem causar irritação da mucosa gástrica quando ingeridos ou irritação e queimadu-ras tópicas provocadas pelo produto. Existem rações no mercado destinadas a prevenção da placa e do tártaro.
Quando já é evidente o aparecimento do cálculo (tártaro) o ideal é a re-moção do mesmo por um veterinário, uma vez que é necessário o uso de sedativos e até mesmo de anestesia geral para a remoção mecânica profissional da placa. Uma consulta com exame preliminar é necessária para que se observe o real comprometimento da arcada dentária. Alguns dentes afetados podem se encontrar com mobilidade avançada, e nesses casos é recomendado a extração do dente afetado.
Vale à pena lembrar que terapias antibióticas e antiinflamatórias não de-vem ser usadas para “tratar” a placa ou o tártaro, pois não surtirão efeito, a re-moção é o procedimento mais indicado para livrar o seu bichinho do famoso “bafo de onça”, deixando-o com uma boca muito mais saudável.
Se você desconfia que o seu animalzinho tenha tártaro, procure o médico veterinário para uma consulta e uma remoção!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Boxer


Boxer
Como todos os dogues, o boxer tem em seus antepassados os Molossos vindos do oriente, cães de combate e de defesa contra as feras. Entre esses molossos, foi do cruzamento entre um cão de caça, o Büllenbeisser germânico, (atualmente desaparecido) e um Bulldog inglês que nasceu em 1890 a raça Boxer como hoje conhecemos. Sua primeira exposição ocorreu em 1896, tendo sido fixado um padrão para a raça, por volta de 1906. Escolhido para guarda e companhia, tornou-se muito popular.
Possui a cabeça bem proporcionada, fina e quadrada, focinho mais largo e po-deroso possível, a mandíbula maior que a maxila provoca um leve prognatismo. Olhos de tamanho médio são de cor marrom escuro. As orelhas têm inserção alta, cortadas em ponta, portadas verticalmente.
Seu corpo é “quadrado” com pescoço redondo e poderoso, antepeito largo e profundo com peito alto, dorso reto e lombo curto, ambos musculosos, possui garupa levemente inclinada. Membros robustos e retos, ossatura poderosa, patas pequenas e redondas.
Cauda de inserção alta, amputada curta e portada ereta. Pêlo raso, duro, bri-lhante e serrado, possui coloração fulva ou rajada. As tonalidades do fulvo vão desde o amarelo claro até o vermelho cervo escuro, porém prefere-se o fulvo avermelhado, com máscara preta. A variação rajada apresente listras escuras ou pretas sobre um fundo fulvo. Marcas brancas são admitidas.
Os machos alcançam de 57 a 64 cm, as fêmeas de 53 a 60 cm de altura, ambos com peso entre 25 e 30 kg.
Dinâmico, impetuoso, dominador tem um temperamento franco. Deve ser equilibrado, calmo e sociável, grande ligação e fidelidade para com os donos e suas famílias, vigilante, sempre desconfiado na presença de estranhos, demonstra uma coragem indefectível como defensor e guardião. Deverá ser educado muito cedo.
Adapta-se muito bem à vida de apartamento, mas necessita de exercício. Não necessita de grandes cuidados com pelos por serem muito curtos.
Muito utilizado em guarda, defesa, utilidade (policial guia para cegos), cão de companhia.